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Apresentando

Olá amigos, sei o quanto é importante para nós católicos saber mais sobre a nossa religião, uma das coisas mais importantes é ter conhecimento a respeito da nossa forma de viver a fé, isso nos ajuda a crer de forma certa e a viver sem exageros, por isso, aqui está o local onde teremos cursos de teologia, leituras diárias pra você que não tem muito tempo pra ler sua biblia, que lembro deve ser sempre lida com calma e reflexão. Esse espaço é feito com muito amor e espero que ao passar por aqui você possa encontrar algo importante pra sua vida, peço a todos que por aqui surfarem que deeixem uma mensagem, seja ela de elogio ou de críticas, sugestões etc, isso irá , fazer com que eu possa encontrar um melhor caminho para conduzí-lo. que o Senhor Jesus possa fazer morada permanente em seu coração. ALUIZIO FRANÇA não esqueçam de deixarem suas opiniões para que possa melhorar este blog

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Aula VI ( Apoveite bem essa aula)

Olá amigos


Olá a paz do Senhor Jesus esteja no coração de todos e vamos dar inicio ao estudo da bíblia , já tivemos as aulas que vão servir de base para a compreensão dos estudos dos livros em si, mas não se esqueça de questionar, pois é a curiosidade que fará com que você tenha maior proveito do seu curso. Procure ler respeito e me escreva se tiver alguma dúvida. Nessa aula vamos dar inicio aos estudos do livro do Gênesis, através deste do mesmo iremos ter ciência sobre a formação, o que de fato é real quando se trata da forma como o texto é apresentado. Boa aula e até breve. Aluizio França.



O G Ê N E S I S - I


O Gênesis é o primeiro livro na seqüência bíblica e pode ser dividido em duas grandes partes: a) - História das origens: da criação até o pecado original (Cap. 1 a 3); de Adão até Abraão (Cap. 4 a 11). b) - História dos patriarcas Abraão (Cap. 12,1 a 25,18); Isaac e Jacó (Cap. 25,19 a 37, 1.); José (Cap. 37,2 a 50,26)

HISTÓRIA DAS ORIGENS Há duas histórias da Criação no Gênesis. A análise história descobriu que a primeira na ordem que se encontra na Bíblia é de origem da tradição sacerdotal, portanto, bastante recente e mais evoluída; a segunda que está logo em seguida é, cronologicamente, anterior.

É de origem da tradição javista e tem composição mais rudimentar. a-1 – Narrativas da Criação A narração começa: "no princípio". Isto é por causa da mentalidade judaica, porque eles não podiam dar um 'tempo' para Deus, então eles usam uma expressão temporal genérica. "Deus criou", o verbo 'criar' em hebraico tem características próprias e é empregado apenas referindo-se a Deus, nunca para o homem. A palavra 'criar' sempre anuncia uma coisa nova, uma maravilha e indica também falta de esforço, ou seja, a realização de algo pelo trabalho mas sem consumo de energia corporal.

As palavras "informe, vazio, trevas, abismo" são de origem mitológica, para indicar simplesmente o caos. E o "espirito de Deus" que pairava sobre tudo, dominava tudo, significa a força de Deus.

Um conceito importante é o da palavra "nada", que não era um conceito negativo, mas representava algo que eles não entendiam, e precisavam personificar. Por isso o autor faz aquela descrição detalhada de como era o caos antes que Deus operasse a criação.

Na primeira narração, há uma insistente tendência apologética, insistindo sobre o fato de Deus ter criado os astros e assim eles também eram criaturas de Deus. Isto era porque alguns hebreus, influenciados por outras nações vizinhas, queriam adotar também a adoração dos astros. Ao dizer que os astros eram criaturas, o autor queria mostrar que eles são inferiores a Deus e não mereciam adoração.

A partir do vers. 26, o autor muda de linguagem porque vai falar da criação do homem. E faz isto para mostrar que o homem é superior aos outros seres já criados. Diz: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança". Ao usar o conceito de imagem, ou seja, reprodução de Deus, substituição de Deus, logo insere o conceito de semelhança, ou seja, não é igual. Já quando diz: "Deus criou homem e mulher", isto é para mostrar a igualdade de dignidade do homem e da mulher. A expressão: "Ossos dos meus ossos, carne da minha carne" quer dizer que ambos são da mesma natureza. Isto era muito avançado, porque naquela época a mulher era colocada socialmente em plano inferior ao homem; era uma 'posse' a mais, uma coisa possuída pelo homem. Por exemplo, o mandamento proibia 'tomar' o boi, o jumento, a mulher, a casa... do próximo. "Crescei e multiplicai-vos", ou seja, continuai o plano de Deus. "Possuí a terra, dominai-a, guardai-a" quer dizer que o homem tem como função desenvolver o mundo, fazê-lo produzir as coisas de que necessita.

Em Gen. l, 28 a 2,15, está a instituição do trabalho por Deus. Em seguida, diz que o homem "deu o nome aos animais", isto tem o objetivo de combater uma teoria babilônica acerca da criação do mundo e também para dar idéia de superioridade do homem, domínio sobre o mundo. "Deus criou o homem do barro e soprou", para dizer que o homem não é só matéria, mas também espirito, que veio deste 'sopro' de Deus. "Come de todas as árvores", não é uma ordem indeclinável, como se o homem devesse ser vegetariano. Era para designar a paz paradisíaca, no sentido de que o homem não precisaria usar violência, matar para sobreviver. "Deus viu que tudo era bom", isto para dizer que Deus fez tudo bom, não foi ele o autor do mal. E, donde veio o mal?

A resposta será dada no cap. 3. A narração da criação do mundo em seis dias é para insistir no repouso sabático. A "árvore da vida" que havia no paraíso é resquício de uma mitologia babilônica primitiva e significa que o homem nasceu para não morrer. Porém, com a chegada do homem no mundo, outro elemento entrou também em questão, para ajudar na evolução deste mesmo mundo: a liberdade. O homem não espera que a natureza cumpra tudo com a sua lentidão. Ele vai lá e apressa. Neste aspecto, deve ser entendido o progresso do mundo. A liberdade está por trás de tudo. O evolucionismo científico perante a Bíblia


É conveniente salientar que a narração bíblica das origens do mundo e das coisas não tem nada a ver com a explicação que a ciência moderna atribui a estes fatos. Ela está conforme a concepção cosmológica popular da época em que foi escrita, para ser entendida por aquele povo. Quanto a nós, não deve nos impressionar a narrativa literal dos fatos, mas devemos apenas retirar dali as idéias centrais ou a mensagem contida na narração. Se atualmente, com todos os subsídios de que dispomos de ciência e de técnica, ainda não se chegou a um acordo sobre as origens, que dizer daqueles que viveram uns 5.000 anos antes de nós?... Enquanto os cientistas divergem em suas pesquisas e afirmações, atualmente a Igreja Católica já aceita o evolucionismo, desde que tenha Deus em seu início.

Conforme os estudos geomórficos, os cientistas procuraram compreender a evolução do planeta e para isto é comum dividir os períodos de formação da terra. 1º. período: pré-cambriano - Anterior ao aparecimento da vida. Há uns 4,7 bilhões de anos, havia apenas uma nuvem de hidrogênio que foi aos poucos se aglutinando, transformando e enriquecendo com outros elementos. Daí, à custa de explosões atômicas foi se compondo, e o hidrogênio se transformou em hélio, que por sua vez se queimou e virou carbono. O carbono é encontrado principalmente em matérias orgânicas. Portanto, a partir daí estamos muito próximo do aparecimento da vida. 2. período: cambriano - Foi quando apareceu a vida, há uns 600 milhões de anos. No início, havia vida no mar, apenas (algas, por exemplo). 3. período: ordoviciano - 500 milhões de anos. Continuação e evolução da vida ainda na água. 4. período: silusiano - 440 milhões de anos.

Aparecem as primeiras plantas na terra. 5. período: devoniano - 400 milhões de anos. Época do aparecimento dos primeiros anfíbios, animais que conseguiam viver na água e na terra. Evolução da vida na passagem do mar para a terra. 6. período: carbonífero - 350 milhões de anos. Aparecem outras espécies de árvores. Surgem também os animais invertebrados. 7. período: permiano - 270 milhões de anos. Aparecem os répteis e insetos. 8. período: triássico - 220 milhões de anos. Surgem os primeiros mamíferos. 9. período: jurássico - 180 milhões de anos. Aparecem os grandes répteis, os dinossauros e as primeiras aves. 10. período: cretáceo - 135 milhões de anos. Evoluem as espécies que continuam e desaparecem outras. 11. período: esceno - 70 milhões de anos. Proliferação de espécies de mamíferos, maxime macacos. 12. período: oligocêno - 40 milhões de anos. Aparecem os primeiros macacos sem cauda. 13. período: mivano - 25 milhões de anos. Evolução de algumas espécies de macacos (ex: proconsul, cliopteco). 14. período: plioceno - 11 milhões de anos. Evolução em especial dos macacos. 15. período: pleistoceno – l milhão de anos. Aparecimento dos animais domésticos (cão, cavalo, camelo) e do homem.

Os quatro primeiros períodos formam a era paleozóica; do 5º até o 10º período, a era mesozóica; do 11º ao 14º, temos a era terciária; e do 15º em diante, a era quaternária.

O aparecimento do homem

Com relação ao aparecimento do homem no período pleistoceno, há aproximadamente 1 milhão anos, os primeiros eram um tipo ainda intermediário entre o homem e o macaco. Assim, o primeiro destes hominídeos de que se tem notícia é denominado 'homem de Java', de aproximadamente uns 800 mil anos atrás. Ele tinha apenas 700 cm3 de cérebro. É maior do que o cérebro de um macaco, mas menor do que o de um homem. O outro espécime data de 600 mil anos. É o 'pitecantropo', que também é intermediário e tem 750 cm3 de cérebro.

A partir daí, a ciência não tem ainda dados claros de como e quando se deu a 'hominização'. Os estudiosos vacilam entre 400 a 300 mil anos. Deste período não foi encontrado nenhum espécime, de modo que tudo são apenas conclusões. Mas sabe-se que à medida que os anos foram se passando, foi aumentando a capacidade craniana, o polegar foi se distanciando dos outros dedos e a coluna vertebral foi ficando mais ereta. Até quando chegou num ponto onde houve aquele "estalo" da inteligência e da consciência, e o ser intermediário se transformou em homem. O Neanderthal data de 120 mil anos e já é homem. O Cro-Magnon é de 30 mil anos. É do tempo em que o homem começou a utilizar a caça e a pesca. E o primeiro "homo sapiens", que é o homem moderno, do qual se tem notícia é de 10 mil anos. Estes dados científicos, mas não assim são tão matemáticos.

Os meios de que a ciência dispõe ainda não chegam a uma precisão. Mas a evolução hoje é uma questão de inteligência. São sinais que não se notam de uma geração para a outra, mas que contados os anos em milhões, dá muita diferença. A ficção científica explora muito o homem do futuro, que deverá ter uma cabeça descomunal, sem cabelos, o corpo esguio, sem o dente do ciso e sem sabe lá o que mais... é preciso esperar para ter certeza. Já o conhecimento de outros antepassados do homem está a depender de outras pesquisas e descobertas.

Nota do autor

É importante aqui ressaltar que esse estudo não é para opor ciência e religião, pois bem sabemos que precisamos das duas, muitos católicos e cristãos em geral acreditam na teoria criacionista, mas de forma fantasiosa, por que isso? por quê acreditam da que da mesma forma que está escrito na bíblia é que aconteceu, e a ciência sabe que não foi assim, cada um de nós deixando de lado o fundamentalismo religioso, iremos perceber que não foi realmente assim, a forma bíblica é apenas uma forma encontrada por um povo que ainda não disponha de capacidade intelectual suficiente para dar respostas plausíveis às questões, porem de uma forma brilhando enumera uma seqüência linda, baseada em outras já existentes apenas com mudanças teológicas e cronológicas, o que nos dar um texto riquíssimo, sendo ele escrito por vários povos, com várias misturas culturais, como você já viu em aulas anteriores onde citei os 4 povos que serviram de base para a formação dos textos.

Com isso quero elucidar aqui que podemos sim acreditar na teoria criacionista, mas tendo por linha de raciocínio que o tempo de Deus não é o nosso, por isso a ciência é mais precisa quando se trata de encontrar os fatos, mas o próprio Deus nos cria e nos torna parte dessa Criação evolutiva, isto quer dizer que ele ainda continua criando, o mundo o qual conhecemos ainda está em processo de criação, o que nos leva a entender que Deus continua presente, Ele é o Agente Transformador, o que poderíamos esperar de um Criador que cria, vai embora e deixa sua obra abandonada? Jamais poderíamos entender tal atitude vinda de Deus. Então espero que a partir de agora possams ter mais atenção ao ler a bíblia e também muito mais cuidado ao propagar as obras de Deus sem ao menos termos um pouquinho de entendimento sobre ela.. fiquem com Deus e até a próxima aula