Esclarecimento.
Gostaria de esclarecer que na aula anterior muitos devem ter tido alguma dificuldade em assimilar o conteúdo da aula pelo fato de ser muito citativo e histórico, mas é importante que todos saibam que tudo o que na maioria das vezes temos prontos, como é o caso das linhas de tempos que nas bíblias já vem prontas e os cursos de teologia nos apresentam como datas exatas, envolvem investigações bem detalhadas e por se tratar de fatos muito antigos nem sempre se tem 100% de veracidade-exatativa. Aluizio França
Aula V - DEUS
Hoje iremos tratar de um assunto importantíssimo que é DEUS. Quem nunca tentou dar uma explicação para esse Ser? Na aula de hoje vamos através de estudos feitos com o passar dos milênios tentar entrar no universo do Ser que faz com que o mundo se mantenha até hoje de forma mais equilibrada, embora em algumas tradições a própria busca desse Ser o torna menos equilibrada.
Falar de Deus não é fácil, isso por que, pra começar a própria bíblia não tem explicação para Deus, Ele apenas aparece já concebido, muitos tentam encontrar subterfúgios em textos que fazem relação com o mesmo, porém ao investigar semp
re se volta pra o mesmo local então se formos entender Deus pelo que se tem na Bíblia apenas teremos um deus “Genérico” se você querido leitor dessa aula é um dos que citei anteriormente sei que você até aqui já deve está começando a me adiar, mas não se preocupe amo Deus acima de tudo, mas como eu disse na primeira aula, não sou um cristão que vive às cegas a final, só se ama o que se conhece não é mesmo? Vamos continuar...Obviamente, há diferentes concepções de Deus. Os Taoistas concebem a realidade última, o fundo do ser, como um princípio invariável, não pessoal e dinâmico que faz surgir e contém tudo o que existe, mesmo as coisas que pensamos como opostas ou contradizendo-se umas às outras. Os Cristãos pensavam normalmente em Deus em termos muito pessoais como um ser que é de algum modo como nós, capaz de pensar e sentir, mas que é diferente de nós por não ter limitações ou imperfeições. Dado que não podemos lidar separadamente com todas estas concepções diferentes de Deus, restringir-nos-emos à concepção de Deus que tem sido dominante na civilização ocidental desde há mais de dois milénios. Esta é a ideia de Deus com a qual muitos leitores estarão familiarizados.
A concepção de Deus em questão é uma que surgiu com o Judaísmo antigo há cerca de três mil anos e foi adotada pelos posteriores Cristãos e Muçulmanos. Os aderentes ortodoxos das três religiões descreveriam assim Deus em termos muito semelhantes. Todas reconheceriam os seguintes atributos como sendo essenciais a Deus:·
Ser único: existe apenas um Deus.·Onipotência: Deus é todo-poderoso.·Onisciência: Deus sabe tudo.·Perfeição Moral: Deus é amor, benevolente, misericordioso e justo.·Existência necessária: Ao contrário do mundo e de tudo o que nele existe, Deus não começou a existir e não pode deixar de existir.·Criatividade: Deus criou o mundo e sustenta tudo o que nele existe.·Personalidade: Deus não é uma mera força abstrata ou uma fonte de energia; ele tem inteligência, compreensão e vontade.Poderíamos ampliar esta lista acrescentando outros atributos, como a incorporabilidade ou a indivisibilidade; mas se o fizéssemos entraríamos em águas agitadas. Se estas qualidades devem ou não ser predicadas de Deus tem sido questionado pelos teólogos das tradições referidas (tal como se é ou não apropriado designar Deus por ‘ele’). Mas a maioria dos crentes Judeus, Cristãos ou Muçulmanos estaria de acordo que as qualidades referidas acima são atributos definidores de Deus.
É uma interessante característica da Bíblia que nenhum dos seus autores tenha sequer tentado provar a existência de Deus; a sua existência é simplesmente assumida. A idéia que as nossas crenças devem ser justificadas por argumentos logicamente estruturados vem dos Gregos. Estes dois grandes tributários da civilização ocidental - O Hebreu e o Grego - juntaram-se eventualmente na idade média enquanto pensadores Cristãos, beneficiando do trabalho dos estudiosos Árabes, tornando-se interessados pela cultura Grega, em especial pela filosofia Grega. O resultado foi uma filosofia e teologia florescentes que tentaram encontrar modos de harmonizar as verdades da Bíblia com as verdades obtidas por reflexão racional. É durante este período que encontramos as primeiras tentativas sofisticadas e fundamentadas de provar a existência de Deus.”
A busca por uma explicação para as coisas que não se tinha explicação humana levou o homem a dar nome para o Ser que teria criado todo esse vasto universo incapaz de ser criado por qualquer outro de sua espécie, é claro que para ele,o homem habitar esse universo, teria que ser aderida proximidade com o Criador, ai chegamos a criação que nos é narrado no Livro do Gênesis, “o homem é imagem e semelhança” isto é, não é igual, Apenas se parece com o Criador. O nome Deus seja em qualquer idioma quando se tratar do Deus criador será sempre remetido a palavra que foi a base para todas as outras no vocabulário antigo não existiam muitas palavras, por isso para designar esse novo ser incapaz de ser criado, de visto, de inicio e fim ou qualquer outra designação que se queira adere se a palavra Deus no seu contexto original que você já leu muitas vezes na bíblia, seja ele o EU, isto é o bom etc. então de certa forma podemos dizer que o homem é o criador de Deus, o homem cria Deus para se livrar de responder a perguntas feitas por curiosos que tentam tirar dos sábios da época explicação para tanta coisa inexplicável até então. Nota se que quando digo que o homem criou Deus não estou aqui negando a existência Dele, apenas estou esclarecendo que Deus tal qual nos é informado seja através das religiões, ou não sempre nós levará a formar conceitos humanos a Seu respeito, o que não se pode é dizer que Ele não exista e sim que não temos sabedoria humana para classificá-Lo. Aluizio França
Um grande abraço e até nossa próxima aula iremos dar inicio ao estudo do Livro do Gênesis. Alguma dúvida referente a essa aula, entre em contato pelo livro de visitas do blog, pelo comentário, ou pelo e-mail. aluizioworks@gmail.com
A seguir você terá um Glossário que irá ajudar a esclarecer alguns termos que serão utilizados no curso.
DEUS: Qualquer entidade cujos atributos estão acima das capacidades humanas.
TEÍSMO: Qualquer idéia de que há um Deus supremo ou vários deuses que se relacionam diretamente com o Universo
DEÍSMO: Idéia de que há um Deus, mas este não se relaciona diretamente com o Universo, tendo-o criado e depois se afastado, eliminando a possibilidade de haver revelações divinas ou qualquer comunicação com tal divindade.
ATEÍSMO: Concepção de que não há qualquer forma de Deus, mas que não necessariamente invalida um plano transcendente.
AGNOSTICISMO: Posição que declara não ser possível "Nenhum conhecimento" confiável a respeito de Deus. Seus partidários embora em geral não neguem a existência de Deus, não seguem qualquer religião.
PANTEÍSMO: "Pan" significa Natureza. Idéia de que Tudo é Deus. Que todos os elementos e coisas existentes são o próprio "corpo" de Deus, e mesmo que possua uma dimensão invisível, transcendente, está intimamente ligado a natureza e relacionado a todos os eventos.
PANENTEÍSMO: Variação do Panteísmo Transcendente onde a "alma" do universo porém excede em muito o "corpo", de modo que Deus e a Natureza não são a mesma coisa, mas Deus é
ONIPRESENTE em tudo, característica que pode gerar confusão com o Monoteísmo.
POLITEÍSMO: Idéia de que existem vários deuses independentes, que geralmente representam aspectos específicos da natureza, mas não são a própria natureza, e que geralmente se sucedem através de gerações.
HENOTEÍSMO: Concepção de que existem vários deuses mas que um possui a qualidade suprema.
MONOTEÍSMO: Idéia de que existe um único Deus supremo sobre todas as outras criaturas, que é princípio e fim de todas as coisas e que criou o Universo estando separado dele. Pode confundir-se com Henoteísmo, e por vezes com o Politeísmo, por admitir a existência de outras criaturas divinas como Anjos, mas que nesse caso, não são chamadas de deuses, e estão claramente subordinados a entidade máxima que é Eterna e Imutável.
TEOCRACIA: Sistema de governo subordinado a uma religião, através de uma classe sacerdotal e, ou, um código de leis sagradas.
METAFÍSICA: Parte da Filosofia que aborda questões que transcendem o plano físico e a natureza sensível.
TEOLOGIA: Parte da METAFÍSICA que estuda a idéia e concepção de Deus.
Palavras secundariamente relacionadas:
MONISMO: Idéia de que todo o Universo pode ser visto através de uma única substância, reduzido a uma única essência, que pode estar associado à idéia de Deus e mais aproximadamente de um Deus Panteísta.
DUALISMO: Concepção de que o Universo é composto fundamentalmente por duas forças primárias, princípios complementares, substâncias equivalentes e distintas, que podem se harmonizar ou não dependendo de suas proporções estarem ou não em equilíbrio. Só poderiam ser reduzidas a uma, se puderem, num plano transcendente.
MANIQUEÍSMO: Religião fundada na Pérsia no século III que propunha de que o Universo é constituído de dois princípios fundamentais opostos que se repelem e não podem se harmonizar, no caso o Bem e o Mal. Nome também usado para designar qualquer concepção de Dualismo desarmônico e conflitivo.
MONOLATRIA: Adoração centrada num único ponto. Geralmente no Politeísmo, onde ocorre a adoração de uma só divindade embora não implique sempre em Henoteísmo. Muitas vezes o foco da adoração se desloca para uma figura humana, um Governante, Rei, Imperador, ao qual se atribuem qualidades divinas.
NIILISMO: Crença que não há qualquer forma de deus, transcêndencia, ética ou moral superiores. Descrença absoluta.
MATERIALISMO: Doutrina que visa explicar todos os fenômenos existentes pelo ponto de vista unicamente físico, sem apelar para qualquer conteúdo Metafísico.
HEDONISMO: Modo de vida que se ocupa unicamente da busca do prazer e satisfação pessoal.
CETICISMO: Posição crítica que rejeita alegações sem uma boa fundamentação e apresentação de provas convincentes, principalmente se de caráter extraordinário.
SOLIPSISMO: Proposição de que o Eu é a única realidade comprovada, e todas as demais coisas podem ser projeções da mente individual.
EXISTENCIALISMO: Doutrina que prega que o ser humano é quem determina todos os eventos a partir de sua própria escolha, sendo totalmente livre para fazer o que quiser, não havendo qualquer impedimento de ordem divina, moral ou ética. Nesta concepção a Existência precede a Essência do Ser, que na verdade é um Não-Ser, um vazio.
Até a Próxima

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