Leitura Diária

Música da Semana - Banda Nova Nação - A Volta - Mande tbem a sua

Apresentando

Olá amigos, sei o quanto é importante para nós católicos saber mais sobre a nossa religião, uma das coisas mais importantes é ter conhecimento a respeito da nossa forma de viver a fé, isso nos ajuda a crer de forma certa e a viver sem exageros, por isso, aqui está o local onde teremos cursos de teologia, leituras diárias pra você que não tem muito tempo pra ler sua biblia, que lembro deve ser sempre lida com calma e reflexão. Esse espaço é feito com muito amor e espero que ao passar por aqui você possa encontrar algo importante pra sua vida, peço a todos que por aqui surfarem que deeixem uma mensagem, seja ela de elogio ou de críticas, sugestões etc, isso irá , fazer com que eu possa encontrar um melhor caminho para conduzí-lo. que o Senhor Jesus possa fazer morada permanente em seu coração. ALUIZIO FRANÇA não esqueçam de deixarem suas opiniões para que possa melhorar este blog

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Aula VI ( Apoveite bem essa aula)

Olá amigos


Olá a paz do Senhor Jesus esteja no coração de todos e vamos dar inicio ao estudo da bíblia , já tivemos as aulas que vão servir de base para a compreensão dos estudos dos livros em si, mas não se esqueça de questionar, pois é a curiosidade que fará com que você tenha maior proveito do seu curso. Procure ler respeito e me escreva se tiver alguma dúvida. Nessa aula vamos dar inicio aos estudos do livro do Gênesis, através deste do mesmo iremos ter ciência sobre a formação, o que de fato é real quando se trata da forma como o texto é apresentado. Boa aula e até breve. Aluizio França.



O G Ê N E S I S - I


O Gênesis é o primeiro livro na seqüência bíblica e pode ser dividido em duas grandes partes: a) - História das origens: da criação até o pecado original (Cap. 1 a 3); de Adão até Abraão (Cap. 4 a 11). b) - História dos patriarcas Abraão (Cap. 12,1 a 25,18); Isaac e Jacó (Cap. 25,19 a 37, 1.); José (Cap. 37,2 a 50,26)

HISTÓRIA DAS ORIGENS Há duas histórias da Criação no Gênesis. A análise história descobriu que a primeira na ordem que se encontra na Bíblia é de origem da tradição sacerdotal, portanto, bastante recente e mais evoluída; a segunda que está logo em seguida é, cronologicamente, anterior.

É de origem da tradição javista e tem composição mais rudimentar. a-1 – Narrativas da Criação A narração começa: "no princípio". Isto é por causa da mentalidade judaica, porque eles não podiam dar um 'tempo' para Deus, então eles usam uma expressão temporal genérica. "Deus criou", o verbo 'criar' em hebraico tem características próprias e é empregado apenas referindo-se a Deus, nunca para o homem. A palavra 'criar' sempre anuncia uma coisa nova, uma maravilha e indica também falta de esforço, ou seja, a realização de algo pelo trabalho mas sem consumo de energia corporal.

As palavras "informe, vazio, trevas, abismo" são de origem mitológica, para indicar simplesmente o caos. E o "espirito de Deus" que pairava sobre tudo, dominava tudo, significa a força de Deus.

Um conceito importante é o da palavra "nada", que não era um conceito negativo, mas representava algo que eles não entendiam, e precisavam personificar. Por isso o autor faz aquela descrição detalhada de como era o caos antes que Deus operasse a criação.

Na primeira narração, há uma insistente tendência apologética, insistindo sobre o fato de Deus ter criado os astros e assim eles também eram criaturas de Deus. Isto era porque alguns hebreus, influenciados por outras nações vizinhas, queriam adotar também a adoração dos astros. Ao dizer que os astros eram criaturas, o autor queria mostrar que eles são inferiores a Deus e não mereciam adoração.

A partir do vers. 26, o autor muda de linguagem porque vai falar da criação do homem. E faz isto para mostrar que o homem é superior aos outros seres já criados. Diz: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança". Ao usar o conceito de imagem, ou seja, reprodução de Deus, substituição de Deus, logo insere o conceito de semelhança, ou seja, não é igual. Já quando diz: "Deus criou homem e mulher", isto é para mostrar a igualdade de dignidade do homem e da mulher. A expressão: "Ossos dos meus ossos, carne da minha carne" quer dizer que ambos são da mesma natureza. Isto era muito avançado, porque naquela época a mulher era colocada socialmente em plano inferior ao homem; era uma 'posse' a mais, uma coisa possuída pelo homem. Por exemplo, o mandamento proibia 'tomar' o boi, o jumento, a mulher, a casa... do próximo. "Crescei e multiplicai-vos", ou seja, continuai o plano de Deus. "Possuí a terra, dominai-a, guardai-a" quer dizer que o homem tem como função desenvolver o mundo, fazê-lo produzir as coisas de que necessita.

Em Gen. l, 28 a 2,15, está a instituição do trabalho por Deus. Em seguida, diz que o homem "deu o nome aos animais", isto tem o objetivo de combater uma teoria babilônica acerca da criação do mundo e também para dar idéia de superioridade do homem, domínio sobre o mundo. "Deus criou o homem do barro e soprou", para dizer que o homem não é só matéria, mas também espirito, que veio deste 'sopro' de Deus. "Come de todas as árvores", não é uma ordem indeclinável, como se o homem devesse ser vegetariano. Era para designar a paz paradisíaca, no sentido de que o homem não precisaria usar violência, matar para sobreviver. "Deus viu que tudo era bom", isto para dizer que Deus fez tudo bom, não foi ele o autor do mal. E, donde veio o mal?

A resposta será dada no cap. 3. A narração da criação do mundo em seis dias é para insistir no repouso sabático. A "árvore da vida" que havia no paraíso é resquício de uma mitologia babilônica primitiva e significa que o homem nasceu para não morrer. Porém, com a chegada do homem no mundo, outro elemento entrou também em questão, para ajudar na evolução deste mesmo mundo: a liberdade. O homem não espera que a natureza cumpra tudo com a sua lentidão. Ele vai lá e apressa. Neste aspecto, deve ser entendido o progresso do mundo. A liberdade está por trás de tudo. O evolucionismo científico perante a Bíblia


É conveniente salientar que a narração bíblica das origens do mundo e das coisas não tem nada a ver com a explicação que a ciência moderna atribui a estes fatos. Ela está conforme a concepção cosmológica popular da época em que foi escrita, para ser entendida por aquele povo. Quanto a nós, não deve nos impressionar a narrativa literal dos fatos, mas devemos apenas retirar dali as idéias centrais ou a mensagem contida na narração. Se atualmente, com todos os subsídios de que dispomos de ciência e de técnica, ainda não se chegou a um acordo sobre as origens, que dizer daqueles que viveram uns 5.000 anos antes de nós?... Enquanto os cientistas divergem em suas pesquisas e afirmações, atualmente a Igreja Católica já aceita o evolucionismo, desde que tenha Deus em seu início.

Conforme os estudos geomórficos, os cientistas procuraram compreender a evolução do planeta e para isto é comum dividir os períodos de formação da terra. 1º. período: pré-cambriano - Anterior ao aparecimento da vida. Há uns 4,7 bilhões de anos, havia apenas uma nuvem de hidrogênio que foi aos poucos se aglutinando, transformando e enriquecendo com outros elementos. Daí, à custa de explosões atômicas foi se compondo, e o hidrogênio se transformou em hélio, que por sua vez se queimou e virou carbono. O carbono é encontrado principalmente em matérias orgânicas. Portanto, a partir daí estamos muito próximo do aparecimento da vida. 2. período: cambriano - Foi quando apareceu a vida, há uns 600 milhões de anos. No início, havia vida no mar, apenas (algas, por exemplo). 3. período: ordoviciano - 500 milhões de anos. Continuação e evolução da vida ainda na água. 4. período: silusiano - 440 milhões de anos.

Aparecem as primeiras plantas na terra. 5. período: devoniano - 400 milhões de anos. Época do aparecimento dos primeiros anfíbios, animais que conseguiam viver na água e na terra. Evolução da vida na passagem do mar para a terra. 6. período: carbonífero - 350 milhões de anos. Aparecem outras espécies de árvores. Surgem também os animais invertebrados. 7. período: permiano - 270 milhões de anos. Aparecem os répteis e insetos. 8. período: triássico - 220 milhões de anos. Surgem os primeiros mamíferos. 9. período: jurássico - 180 milhões de anos. Aparecem os grandes répteis, os dinossauros e as primeiras aves. 10. período: cretáceo - 135 milhões de anos. Evoluem as espécies que continuam e desaparecem outras. 11. período: esceno - 70 milhões de anos. Proliferação de espécies de mamíferos, maxime macacos. 12. período: oligocêno - 40 milhões de anos. Aparecem os primeiros macacos sem cauda. 13. período: mivano - 25 milhões de anos. Evolução de algumas espécies de macacos (ex: proconsul, cliopteco). 14. período: plioceno - 11 milhões de anos. Evolução em especial dos macacos. 15. período: pleistoceno – l milhão de anos. Aparecimento dos animais domésticos (cão, cavalo, camelo) e do homem.

Os quatro primeiros períodos formam a era paleozóica; do 5º até o 10º período, a era mesozóica; do 11º ao 14º, temos a era terciária; e do 15º em diante, a era quaternária.

O aparecimento do homem

Com relação ao aparecimento do homem no período pleistoceno, há aproximadamente 1 milhão anos, os primeiros eram um tipo ainda intermediário entre o homem e o macaco. Assim, o primeiro destes hominídeos de que se tem notícia é denominado 'homem de Java', de aproximadamente uns 800 mil anos atrás. Ele tinha apenas 700 cm3 de cérebro. É maior do que o cérebro de um macaco, mas menor do que o de um homem. O outro espécime data de 600 mil anos. É o 'pitecantropo', que também é intermediário e tem 750 cm3 de cérebro.

A partir daí, a ciência não tem ainda dados claros de como e quando se deu a 'hominização'. Os estudiosos vacilam entre 400 a 300 mil anos. Deste período não foi encontrado nenhum espécime, de modo que tudo são apenas conclusões. Mas sabe-se que à medida que os anos foram se passando, foi aumentando a capacidade craniana, o polegar foi se distanciando dos outros dedos e a coluna vertebral foi ficando mais ereta. Até quando chegou num ponto onde houve aquele "estalo" da inteligência e da consciência, e o ser intermediário se transformou em homem. O Neanderthal data de 120 mil anos e já é homem. O Cro-Magnon é de 30 mil anos. É do tempo em que o homem começou a utilizar a caça e a pesca. E o primeiro "homo sapiens", que é o homem moderno, do qual se tem notícia é de 10 mil anos. Estes dados científicos, mas não assim são tão matemáticos.

Os meios de que a ciência dispõe ainda não chegam a uma precisão. Mas a evolução hoje é uma questão de inteligência. São sinais que não se notam de uma geração para a outra, mas que contados os anos em milhões, dá muita diferença. A ficção científica explora muito o homem do futuro, que deverá ter uma cabeça descomunal, sem cabelos, o corpo esguio, sem o dente do ciso e sem sabe lá o que mais... é preciso esperar para ter certeza. Já o conhecimento de outros antepassados do homem está a depender de outras pesquisas e descobertas.

Nota do autor

É importante aqui ressaltar que esse estudo não é para opor ciência e religião, pois bem sabemos que precisamos das duas, muitos católicos e cristãos em geral acreditam na teoria criacionista, mas de forma fantasiosa, por que isso? por quê acreditam da que da mesma forma que está escrito na bíblia é que aconteceu, e a ciência sabe que não foi assim, cada um de nós deixando de lado o fundamentalismo religioso, iremos perceber que não foi realmente assim, a forma bíblica é apenas uma forma encontrada por um povo que ainda não disponha de capacidade intelectual suficiente para dar respostas plausíveis às questões, porem de uma forma brilhando enumera uma seqüência linda, baseada em outras já existentes apenas com mudanças teológicas e cronológicas, o que nos dar um texto riquíssimo, sendo ele escrito por vários povos, com várias misturas culturais, como você já viu em aulas anteriores onde citei os 4 povos que serviram de base para a formação dos textos.

Com isso quero elucidar aqui que podemos sim acreditar na teoria criacionista, mas tendo por linha de raciocínio que o tempo de Deus não é o nosso, por isso a ciência é mais precisa quando se trata de encontrar os fatos, mas o próprio Deus nos cria e nos torna parte dessa Criação evolutiva, isto quer dizer que ele ainda continua criando, o mundo o qual conhecemos ainda está em processo de criação, o que nos leva a entender que Deus continua presente, Ele é o Agente Transformador, o que poderíamos esperar de um Criador que cria, vai embora e deixa sua obra abandonada? Jamais poderíamos entender tal atitude vinda de Deus. Então espero que a partir de agora possams ter mais atenção ao ler a bíblia e também muito mais cuidado ao propagar as obras de Deus sem ao menos termos um pouquinho de entendimento sobre ela.. fiquem com Deus e até a próxima aula

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Aula V - DEUS

Olá amigos

Esclarecimento.

Gostaria de esclarecer que na aula anterior muitos devem ter tido alguma dificuldade em assimilar o conteúdo da aula pelo fato de ser muito citativo e histórico, mas é importante que todos saibam que tudo o que na maioria das vezes temos prontos, como é o caso das linhas de tempos que nas bíblias já vem prontas e os cursos de teologia nos apresentam como datas exatas, envolvem investigações bem detalhadas e por se tratar de fatos muito antigos nem sempre se tem 100% de veracidade-exatativa. Aluizio França

Aula V - DEUS

Hoje iremos tratar de um assunto importantíssimo que é DEUS. Quem nunca tentou dar uma explicação para esse Ser? Na aula de hoje vamos através de estudos feitos com o passar dos milênios tentar entrar no universo do Ser que faz com que o mundo se mantenha até hoje de forma mais equilibrada, embora em algumas tradições a própria busca desse Ser o torna menos equilibrada.

Falar de Deus não é fácil, isso por que, pra começar a própria bíblia não tem explicação para Deus, Ele apenas aparece já concebido, muitos tentam encontrar subterfúgios em textos que fazem relação com o mesmo, porém ao investigar sempre se volta pra o mesmo local então se formos entender Deus pelo que se tem na Bíblia apenas teremos um deus “Genérico” se você querido leitor dessa aula é um dos que citei anteriormente sei que você até aqui já deve está começando a me adiar, mas não se preocupe amo Deus acima de tudo, mas como eu disse na primeira aula, não sou um cristão que vive às cegas a final, só se ama o que se conhece não é mesmo? Vamos continuar...

Obviamente, há diferentes concepções de Deus. Os Taoistas concebem a realidade última, o fundo do ser, como um princípio invariável, não pessoal e dinâmico que faz surgir e contém tudo o que existe, mesmo as coisas que pensamos como opostas ou contradizendo-se umas às outras. Os Cristãos pensavam normalmente em Deus em termos muito pessoais como um ser que é de algum modo como nós, capaz de pensar e sentir, mas que é diferente de nós por não ter limitações ou imperfeições. Dado que não podemos lidar separadamente com todas estas concepções diferentes de Deus, restringir-nos-emos à concepção de Deus que tem sido dominante na civilização ocidental desde há mais de dois milénios. Esta é a ideia de Deus com a qual muitos leitores estarão familiarizados.

A concepção de Deus em questão é uma que surgiu com o Judaísmo antigo há cerca de três mil anos e foi adotada pelos posteriores Cristãos e Muçulmanos. Os aderentes ortodoxos das três religiões descreveriam assim Deus em termos muito semelhantes. Todas reconheceriam os seguintes atributos como sendo essenciais a Deus:·

Ser único: existe apenas um Deus.·Onipotência: Deus é todo-poderoso.·Onisciência: Deus sabe tudo.·Perfeição Moral: Deus é amor, benevolente, misericordioso e justo.·Existência necessária: Ao contrário do mundo e de tudo o que nele existe, Deus não começou a existir e não pode deixar de existir.·Criatividade: Deus criou o mundo e sustenta tudo o que nele existe.·Personalidade: Deus não é uma mera força abstrata ou uma fonte de energia; ele tem inteligência, compreensão e vontade.Poderíamos ampliar esta lista acrescentando outros atributos, como a incorporabilidade ou a indivisibilidade; mas se o fizéssemos entraríamos em águas agitadas. Se estas qualidades devem ou não ser predicadas de Deus tem sido questionado pelos teólogos das tradições referidas (tal como se é ou não apropriado designar Deus por ‘ele’). Mas a maioria dos crentes Judeus, Cristãos ou Muçulmanos estaria de acordo que as qualidades referidas acima são atributos definidores de Deus.

É uma interessante característica da Bíblia que nenhum dos seus autores tenha sequer tentado provar a existência de Deus; a sua existência é simplesmente assumida. A idéia que as nossas crenças devem ser justificadas por argumentos logicamente estruturados vem dos Gregos. Estes dois grandes tributários da civilização ocidental - O Hebreu e o Grego - juntaram-se eventualmente na idade média enquanto pensadores Cristãos, beneficiando do trabalho dos estudiosos Árabes, tornando-se interessados pela cultura Grega, em especial pela filosofia Grega. O resultado foi uma filosofia e teologia florescentes que tentaram encontrar modos de harmonizar as verdades da Bíblia com as verdades obtidas por reflexão racional. É durante este período que encontramos as primeiras tentativas sofisticadas e fundamentadas de provar a existência de Deus.”

A busca por uma explicação para as coisas que não se tinha explicação humana levou o homem a dar nome para o Ser que teria criado todo esse vasto universo incapaz de ser criado por qualquer outro de sua espécie, é claro que para ele,o homem habitar esse universo, teria que ser aderida proximidade com o Criador, ai chegamos a criação que nos é narrado no Livro do Gênesis, “o homem é imagem e semelhança” isto é, não é igual, Apenas se parece com o Criador. O nome Deus seja em qualquer idioma quando se tratar do Deus criador será sempre remetido a palavra que foi a base para todas as outras no vocabulário antigo não existiam muitas palavras, por isso para designar esse novo ser incapaz de ser criado, de visto, de inicio e fim ou qualquer outra designação que se queira adere se a palavra Deus no seu contexto original que você já leu muitas vezes na bíblia, seja ele o EU, isto é o bom etc. então de certa forma podemos dizer que o homem é o criador de Deus, o homem cria Deus para se livrar de responder a perguntas feitas por curiosos que tentam tirar dos sábios da época explicação para tanta coisa inexplicável até então. Nota se que quando digo que o homem criou Deus não estou aqui negando a existência Dele, apenas estou esclarecendo que Deus tal qual nos é informado seja através das religiões, ou não sempre nós levará a formar conceitos humanos a Seu respeito, o que não se pode é dizer que Ele não exista e sim que não temos sabedoria humana para classificá-Lo. Aluizio França

Um grande abraço e até nossa próxima aula iremos dar inicio ao estudo do Livro do Gênesis. Alguma dúvida referente a essa aula, entre em contato pelo livro de visitas do blog, pelo comentário, ou pelo e-mail. aluizioworks@gmail.com

A seguir você terá um Glossário que irá ajudar a esclarecer alguns termos que serão utilizados no curso.


DEUS: Qualquer entidade cujos atributos estão acima das capacidades humanas.


TEÍSMO: Qualquer idéia de que há um Deus supremo ou vários deuses que se relacionam diretamente com o Universo


DEÍSMO: Idéia de que há um Deus, mas este não se relaciona diretamente com o Universo, tendo-o criado e depois se afastado, eliminando a possibilidade de haver revelações divinas ou qualquer comunicação com tal divindade.


ATEÍSMO: Concepção de que não há qualquer forma de Deus, mas que não necessariamente invalida um plano transcendente.

AGNOSTICISMO: Posição que declara não ser possível "Nenhum conhecimento" confiável a respeito de Deus. Seus partidários embora em geral não neguem a existência de Deus, não seguem qualquer religião.

PANTEÍSMO: "Pan" significa Natureza. Idéia de que Tudo é Deus. Que todos os elementos e coisas existentes são o próprio "corpo" de Deus, e mesmo que possua uma dimensão invisível, transcendente, está intimamente ligado a natureza e relacionado a todos os eventos.

PANENTEÍSMO: Variação do Panteísmo Transcendente onde a "alma" do universo porém excede em muito o "corpo", de modo que Deus e a Natureza não são a mesma coisa, mas Deus é

ONIPRESENTE em tudo, característica que pode gerar confusão com o Monoteísmo.

POLITEÍSMO: Idéia de que existem vários deuses independentes, que geralmente representam aspectos específicos da natureza, mas não são a própria natureza, e que geralmente se sucedem através de gerações.

HENOTEÍSMO: Concepção de que existem vários deuses mas que um possui a qualidade suprema.

MONOTEÍSMO: Idéia de que existe um único Deus supremo sobre todas as outras criaturas, que é princípio e fim de todas as coisas e que criou o Universo estando separado dele. Pode confundir-se com Henoteísmo, e por vezes com o Politeísmo, por admitir a existência de outras criaturas divinas como Anjos, mas que nesse caso, não são chamadas de deuses, e estão claramente subordinados a entidade máxima que é Eterna e Imutável.

TEOCRACIA: Sistema de governo subordinado a uma religião, através de uma classe sacerdotal e, ou, um código de leis sagradas.

METAFÍSICA: Parte da Filosofia que aborda questões que transcendem o plano físico e a natureza sensível.

TEOLOGIA: Parte da METAFÍSICA que estuda a idéia e concepção de Deus.
Palavras secundariamente relacionadas:

MONISMO: Idéia de que todo o Universo pode ser visto através de uma única substância, reduzido a uma única essência, que pode estar associado à idéia de Deus e mais aproximadamente de um Deus Panteísta.

DUALISMO: Concepção de que o Universo é composto fundamentalmente por duas forças primárias, princípios complementares, substâncias equivalentes e distintas, que podem se harmonizar ou não dependendo de suas proporções estarem ou não em equilíbrio. Só poderiam ser reduzidas a uma, se puderem, num plano transcendente.

MANIQUEÍSMO: Religião fundada na Pérsia no século III que propunha de que o Universo é constituído de dois princípios fundamentais opostos que se repelem e não podem se harmonizar, no caso o Bem e o Mal. Nome também usado para designar qualquer concepção de Dualismo desarmônico e conflitivo.

MONOLATRIA: Adoração centrada num único ponto. Geralmente no Politeísmo, onde ocorre a adoração de uma só divindade embora não implique sempre em Henoteísmo. Muitas vezes o foco da adoração se desloca para uma figura humana, um Governante, Rei, Imperador, ao qual se atribuem qualidades divinas.

NIILISMO: Crença que não há qualquer forma de deus, transcêndencia, ética ou moral superiores. Descrença absoluta.

MATERIALISMO: Doutrina que visa explicar todos os fenômenos existentes pelo ponto de vista unicamente físico, sem apelar para qualquer conteúdo Metafísico.

HEDONISMO: Modo de vida que se ocupa unicamente da busca do prazer e satisfação pessoal.

CETICISMO: Posição crítica que rejeita alegações sem uma boa fundamentação e apresentação de provas convincentes, principalmente se de caráter extraordinário.

SOLIPSISMO: Proposição de que o Eu é a única realidade comprovada, e todas as demais coisas podem ser projeções da mente individual.

EXISTENCIALISMO: Doutrina que prega que o ser humano é quem determina todos os eventos a partir de sua própria escolha, sendo totalmente livre para fazer o que quiser, não havendo qualquer impedimento de ordem divina, moral ou ética. Nesta concepção a Existência precede a Essência do Ser, que na verdade é um Não-Ser, um vazio.



Até a Próxima

terça-feira, 8 de julho de 2008

Aula IV - Cronologia Bíblica

Olá amigos

Estaremos juntos em mais uma aula do nosso curso de Teologia. Antes de falar sobre a aula de hoje, gostaria de informar uma coisa, tenho recebido muitos e-mails perguntando pelas aulas anteriores, se você ainda não é muito familiarizado(a) com blosgsites vou te informar como você pode ter acesso às aulas anteriores. logo ao acessar o site, você terá abaixo da imagem, do lado direito, os links para baixar os cds cifrados está escrito assim: CIFRAS DOS CDS COMPLETOS, logo abaixo você terá outro link com o nome: ARQUIVOS DO BLOG, prontinho aqui é onde você terá acesso a todas as aulas anteriores, e volto mais uma vez a dizer, procure estudar todas as aulas na ordem por mais que você ja tenha alguma noção de teologia, mas é importante para se ter um bom desempenho nko curso apresentado ok?

Agora sim vamos dar inicio a nossa IV aula.

Iremos estudar cronologia, isso é muito importante, digo isso por que ja vir pessoas que acreditam realmente em tudo da forma que está escrita na bíblia, mas é importante saber que não é bem assim, o cristão deve está atualizada para não ser fundamentalista. O tempo dos fatos na bíblia é muito relativo na aula anterior com certeza você `pôde perceber como se formou a literatura da bíblia a composição dos 4 povos (Javista, Elohistas, Deuteronomistas e os Socerdotais) então é importante entender de "tempo e espaço de tempo" para que não saiamos cometendo erros, mesmo por que não se deve esquecer que: quando Deus criou Adão e Eva não existia ainda ninguem para redigir uma história, tirar uma foto... então como se sabe que foi assim mesmo? boa aula. Aluizio França

A palavra portuguesa cronologia é uma derivação do termo grego khronología, de khrónos, que significa "tempo", e logos, que significa "estudo", "ciência". A cronologia é uma ciência auxiliar da História, que têm como objetivo situar os fatos históricos na sua seqüência temporal e atribuir datas exatas a acontecimentos específicos.

Neste caso concreto, a Cronologia Bíblica pretende harmonizar os eventos ou fatos históricos mencionados no texto bíblico, por compará-los com fontes exteriores à Bíblia. Os historiadores tentam assim estabelecer datações absolutas, minimizando a margem de erro, por fixar uma data-chave e, a partir dela, datar e ordenar temporalmente a sucessão dos eventos relatados na Bíblia, procurando sincronizá-los com as cronologias dos povos vizinhos.
Este artigo debruça-se apenas sobre os acontecimentos narrados no Velho Testamento.

Sua Data-chave

A data-chave do Velho Testamento é a data da conquista de Babilónia por Ciro II, tendo ocorrido em 5 de Outubro de 539 a.C. (no Calendário Gregoriano); ou 10 de Outubro, (no Calendário Juliano). Esta data-chave está firmemente estabelecida pela arqueologia. É considerado o fim do Cativeiro Babilónico. É durante seu primeiro ano reinado após a conquista da Babilônia, ou seja, entre 538/537 a.C. que Ciro II emite o decreto permitindo que os judeus deixem a região. O livro bíblico de Esdras 3:1 relata que o povo de Israel regressou a Jerusalém pelo 7.º mês, ou seja, Tishri, que corresponde a partes de Setembro/Outubro. Nessa ocasião, é restaurado o culto do Deus de Israel em Jerusalém.

Determinar o ano da conquista de Babilônia

A data-chave da cronologia do Antigo Testamento como não é determinada na Crónica de Nabonido ou no Cilindro de Ciro, recorremos às tabuinhas astronómicas e comerciais. A Bíblia fornece um sincronismo direto entre o reinado de Nabucodonosor II e a destruição de Jerusalém e seu Templo. Em II Reis 25:8 declara explicitamente que esta desolação ocorreu no "19.º ano [de reinado] do Rei Nabucodonosor". ( Neste tempo, o Reino de Judá já não aplicava o sistema judaico do "ano de Ascensão". Em vez disso, usava o "ano de Ascensão" como sendo o primeiro ano de reinado. ) Em contraste com isso, a Bíblia não nos dá um sincronismo direto desse tipo com a conquista de Babilónia.

• BM 21946, Museu Britânico. Este documento cuneiforme data da conquista de Babilónia no "16.º dia" do "mês [babilónico] de Tashritu" (ou Tisri, no calendário hebraico, correspondente a partes de Setembro/Outubro) no 17.º ano de Nabonido.

• VAT 4956, Museu de Berlim. É um chamado "diário" astronómico, um registro de cerca de 30 observações astronômicas datado do 37.º ano de Nabucodonosor II. Esta tabuinha estabelece astronomicamente o ano de 568/567 a.C. como sendo a data absoluta para o 37.º ano de Nabucodonosor. Esta data obviamente implica que o seu 18.º ano, durante o qual foi destruído Jerusalém e seu Templo, corresponde a 587/586 a.C.. Embora também seja uma cópia posterior, os peritos concordam que é uma reprodução fiel do original. VAT 4956 é um dos diários astronômicos melhor preservados.

• Cânone de Ptolomeu. A soma total da duração dos reinados Neo-babilônicos elaborados por Cláudio Ptolomeu para os reinados anteriores a Ciro II, aponta para 587 a.C. como o 18.º ano do reinado de Nabucodonosor II (Ano Não-ascensão).

No período Persa

No 1.º ano de Ciro II após a conquista de Babilónia (entre 538 a.C. a 587 a.C.), é proferido o Decreto de Ciro. Veja Cilindro de Ciro. No Outono de 537 a.C., Zorobabel (ou Sesbazar) como Governador [do distrito jurisdicional] de Judá, e o Sumo Sacerdote Josué, chegam a Jerusalém. A conclusão do Segundo Templo de Jerusalém deu-se no 6.º ano de reinado de Dario I, ente 516/5 a.C.. (Esdras 3:8-10; 6:14,15)

No 7.º ano de Artaxerxes I, entre 458/7 a.C., o sacerdote e copista Esdras chega a Jerusalém. (Esdras 7:7-9) No seu 20.º ano, entre 445/4 a.C., Neemias chegou a Jerusalém, como Governador de Judá. (Neemias 2:1,5-8) Neemias ordena a reconstrução das muralhas de Jerusalém e colocação de seus portões. A ordem para a reconstrução das muralhas de Jerusalém constituem o ponto de partida da profecia das "70 semanas [de anos]" de Daniel 9:24-27. De Neemias até aos Macabeus decorre um período do qual temos muitas poucas informações bíblicas. W. F. Albright defendeu a tese que Esdras terá chegado depois de Neemias, ou seja, no 7.º ano de Artaxerxes II.

No período Selêucida

A luta dos Macabeus contra Rei Antíoco IV Epifânio, é descrita com indicações cronológicas. O livro de I Macabeus, abrange o período de 175 a.C. a 135 a.C., e II Macabeus, abrange o período de 177 a.C. a 161 a.C.). Às guerras fratricidas da Judeia, entre Aristóbulo II e Hircano II, segue-se a intervenção militar de Roma. O Reino da Judeia é anexado à Província Imperial da Síria por Ceneu Pompeu, em 63 a.C..

Duração dos reinos de Judá e Israel

O cálculo para este período, contado para trás desde da destruição de Jerusalém e seu Templo até a morte do Rei Salomão, apresenta muitas dificuldades. A dificuldade de caráter histórico deste período, reside na exatidão dos números fornecidos para a duração dos reinados, nos sincronismos estabelecidos entre o Reino de Israel e o Reino de Judá e nos sincronismos com as cronologias dos povos vizinhos (egípcia, assíria e neo-babilônica).

Uma comparação da duração dos reinados dos reis de Reino de Judá e de Reino de Israel (conforme registrados nos livros bíblicos de I e II Reis, I e II Crônicas) sugere que este período corresponda a 390 anos literais. Outra evidência adicional pode ser encontrada em Ezequiel 4:1-13. O escritor afirma que a duração do "erro da casa de Israel" seria de 390 anos, e que este período terminava na destruição de Jerusalém e seu Templo. Considerando que o "erro da casa de Israel" terminou em Outubro de 587 a.C., contando para atrás desta data, o período de 390 anos teria lógicamente seu início em Outubro de 977 a.C..

O sincronismo feito entre a Cronologia Bíblica e a Cronologia Assíria, gera dificuldades em estabelecer a duração dos reinados tal como consta no texto bíblico. A explicação para estas divergências é apontada como se devendo à introdução acidental de erros em algumas transcrições dos números feitos pelos copistas., ou então, o copista teria adotado algum critério particular. Acresce-se a isso, o uso da contagem do "ano de Ascenção" ou "ano Não-ascenção", que nem sempre fica claro.

Divisão do Reino 930 a.C.

O historiador judeu Flávio Josefo afirma que construção do Templo de Jerusalém, ocorreu 143 anos e 8 meses antes da fundação de Cartago e 240 depois da fundação de Tiro. (Ref.ª: Contra Apião, Livro 1, Cap. 17 e Antiguidades Judaicas, Livro 8, Cap. 31) Para o historiador romano Pompeu Trogo, Cartago foi fundada uns 72 anos antes da cidade de Roma (em 825 a.C.; ou seja, 753 a.C. mais 72 anos) e Tiro, fundada 1 ano antes de Tróia. Segundo um mármore de Paros, a cidade de Tróia teria sido fundada em 1208 a.C.. A data da fundação de Roma que prevaleceu foi a fixada por Terêncio Varrão, em 753 a.C.. Ela também é citada por Plínio e Cícero. É necessário salientar que a data mencionada acima para fundação de Roma, é uma data convencionada universalmente aceite como referência.

Sendo certas estas informações, é apontado 969 a.C. como o ano do início da construção do Templo de Jerusalém. De acordo com isto, a Divisão do Reino teria acontecido em 929 a.C., ou por arredondamento, no ano de 930 a.C., como habitualmente se aceita. (Ref.ª Enciclopédia Verbo Século XXI, Vol. 8, col. 612-7) W. F. Albrigth calcula que a Divisão do Reino terá ocorrido por volta de 929 a.C., por sua vez, Thiele e Galil crêem que terá ocorrido em 931 a.C..
Divisão do Reino até ao Êxodo

As datas que vão desde da construção do Templo de Jerusalém até o Êxodo de Israel, são pouco exactas. Os historiadores procuraram sincronizar a acontecimentos citados na Bíblia com as cronologias egípcias e assírias. As listas dos reinos de Judá e de Israel [Setentrional] contam os anos pela duração dos seus reinados (I e II Reis e de I e II Crônicas) ou por algum acontecimento particular. Nem sempre é evidente qual o sistema de datação dos reinados usado; o sistema de "ano Não-ascensão", como na Assíria e Babilônia, o sistema do "ano de Ascensão", como no caso do Reino de Judá, ou se o mesmo ano é atribuído aos dois.

No 5.º ano de Roboão, filho do Rei Salomão, Sheshonq I (na Bíblia, chamado de Sisaque), o fundador da XXII Dinastia, invadiu a Palestina. (I Reis 14:21) O sincronísmo direto com Sheshonq I e sua campanha militar, é de extrema importância por causa do elo textual direto com a cronologia egípcia. Ainda segundo a Bíblia, Sheshonq I já reinava do Egito pouco antes da morte do Rei Salomão. (I Reis 11:40) Temos como importantes fontes extra-bíblicas deste período a inscrição mural no Templo de Carnac e a Estela de Megido.

I Reis 6:1, diz que no 480.º ano (ou seja, 479 anos e alguns meses) após o Êxodo do Egito, teve ao início da construção do Templo de Jerusalém. Os 480.º ano é um número ordinal e representam 479 anos completos. Diz-nos ainda que isso foi no 2.º mês judaico (que corresponde a Abril/Maio) do 4.º ano de Salomão. Isto significa 3 anos completos e 1 mês completo do seu reinado tinham decorrido.

Considerando que os 40 anos de reinado de Salomão terminaram em 978 a.C., o seu 1.º ano de reinado, teria começado no ano de 1017 a.C.. (I Reis 11:42) Considerando 1013/1012 a.C. como o 4.º ano de Salomão, para o início da construção do Templo, isto faz com que o Êxodo do Egito tivesse ocorrido 479 anos antes, no mês de Abibe (Nisã) de 1493 a.C. e o início da conquista e ocupação de Canaã, exactamente 40 anos depois, no ano de 1453 a.C..

Sincronismo Cronologia Assíria

O Monolítico de Salmanssar III, encontrado em Kurk pelo assiriólogo J. E. Taylor, parece mencionar participação do exército de Acabe, Rei de Israel, na Batalha de Carcar. A inscrição reza "dois mil carros e dez mil soldados de infantaria". É opinião geral este "Ahabu (Hahabu), o sírio" [transliterado de A-ha-ab-bu mat Sir-í-la-a-a] seja o Rei Acabe. Outros acham que se trate de Ben-Hadade II (em assírio Adad-idir), Rei da Síria. Esta batalha terá ocorrido no 6.º ano de Salmanssar III. (Ref.ª Textos Antigos do Médio Oriente, James B. Pritchard, pág. 278-9) Como determina-se a data? É baseado na informação de que Bur (Ishdi) Sagale, era Governador da Província de Guzana no reinado de Assur-Dan III (reinou aproximadamente entre 772 a.C. a 755 a.C.) quando "no Monte Simânú deu-se um eclipse do Sol". Segundo os historiadores, este eclipse é identificado como o ocorrido em 15 do Junho de 763 a.C. (no Calendário Juliano). O ano da Batalha de Carcar aconteceu 90 anos antes (segundo as Listas dos Epónimo do ano), em 853 a.C.. ( Por outro lado, se a data do eclipse, fosse deslocada para um outro ano, isso obviamente causaria imensas dificuldades cronológicas. )

O Obelisco Negro de Salmanasar III, no Museu Britânico, encontrado em Nimrud (na Bíblia, a cidade é chamada de Calá; Kalhu nos textos cuneiformes assírios), menciona o nome de Jeú, Rei de Israel, pagando tributo - por intermédio de um emissário. A inscrição reza que no 18.º ano de Salmanssar III, o rei recebeu "tributos dos habitantes de Tiro, Sídon, e de Jeú, filho [ou seja, sucessor dinástico] de Omri [transliterado de Ia-ú-a mâr Hu-um-ri-í]". (Ref.ª Textos Antigos do Medio Oriente, James B. Pritchard, pág. 280) Compare com as condições sócio-políticas no reinado de Jeú mencionadas em II Reis 10:31-33.


Duração da Monarquia Unida

Sabemos que os reinados de Saul, David e Salomão, duraram cada um 40 anos. Ao todo, são 120 anos. O ano de 930 a.C. é apontado pelos historiadores como ano em que terá ocorrido o Cisma das Tribos e Divisão do Reino!
Se tomarmos o ano de 977 a.C. como base de cálculo, a fundação da monarquia remontaria ao ano de 1097 a.C.. A duração dos reinados indicada abaixo em esquema, seria da seguinte forma:
• Saul ( 1097 a.C. a 1058 a.C. ) 40 anos
• David ( 1057 a.C. a 1018 a.C. ) 40 anos (7 anos e 6 meses + 33 anos)
• Salomão ( 1017 a.C. a 978 a.C. ) 40 anos

Ocupação de Canaã e os Juízes

Quarenta anos após do Êxodo do Egito, os israelitas liderados por Josué, invadem a Transjordânia e Canaã. A primeira cidade de Canaã a ser conquistada foi Jericó, e depois, foi Ai (ficava junto de Betel, a cananéia Luz). Quatro destacados arqueólogos que escavaram o sítio da antiga Jericó: Carl Watzinger (1907 a 1909), John Garstang (fins da década de 1930), Kathleen Kenyon (1952 a 1958) e Bryant Wood (1990).

Apesar de os arqueólogos estarem de acordo que as muralhas de Jericó foram destruídas violentamente de dentro para fora (Josué 6:20 - "as muralhas da cidade desabaram") possivelmente por um sismo, não concordam quanto à data da conquista. Garstang calcula que a sua conquista terá ocorrido por volta de 1440 a.C., por sua vez, Watzinger e K. Kenyon crêem que a destruição terá ocorrido em 1550 a.C.. (Ref.ª "Quando os Israelitas Conquistaram Jericó?" na Biblical Archaeological Review, Dr. Bryant Wood, Março/Abril, 1990, pág. 57)
A duração total do período pré-monárquico, chamado "período dos Juízes", não é conhecido em rigor. Sabemos que teve início após a morte de Josué e terminou quando Saul se tornou rei. (Josué 24:31; Juízes 2:7,10) Em Juízes 3:31, encontramos a primeira referência a um conforto entre Sangar e 400 filisteus. A expressão "filisteus" este texto, pode referir-se aos cananeus habitantes da planíce costeira onde, mais tarde, se fixaram os filisteus.
Até ao momento, a primeira referência egípcia à existência de Israel que se conhece é uma inscrição na Estela de Merneptat. A inscrição é datada por volta 1230 a.C.. Ela diz que "Israel está destruído, a sua semente [literalmente, descendência] não existe mais." Além disso, muitos historiadores relacionam Israel (também chamados de hebreus) com o nome habirú, que aparece nos textos nas cartas de Tell-Amarna, referindo-se a um povo hostil que perâmbulava na orla do deserto; mas esta associação é igualmente controversa.

Juízes 6:1-6 parece lançar uma luz sobre este assunto. Menciona que Midiã (Arábia) oprimiu o povo de Israel por 7 anos. Sempre que os israelitas semeavam, subiam um numeroso acampamento de midianitas, juntamente com amalequitas e outros orientais, com seu numeroso gado, com o fim de arruinavam a produção da terra, por toda a extensão até Gaza. Não deixavam restar nem sustento, nem Ovídio, nem touro, nem jumento em Israel. Em resultado disso, o povo de Israel ficou muito empobrecido por causa de Midiã. Remonta a esta altura o início do uso de "depósitos subterrâneos que estavam nos montes, e as cavernas e os lugares de difícil acesso."
A inscrição da Estela de Merneptat parece confirmar Juízes 6:1-6 quando diz que Israel está destruído, a sua semente não existe mais. A expressão sua semente, literalmente pode ser vertida por "descendência", poderá significar tão somente "as sementeiras de Israel" destruídas.

Do Êxodo até Abraão

Êxodo 12:40,41 diz-nos que "a habitação dos filhos de Israel que teve na terra do Egito era 430 anos". Este período de tempo não se refere ao total de anos que foram residentes no Egito, na terra de Gosén. Na realidade, refere-se à duração total de anos que residiram sob o domínio do Egito. Este período de tempo teria começado quando Abraão cruzou o Rio Eufrates e entrou em Canaã e termina com o Êxodo do Egito, sob a liderança de Moisés.
Abraão (Abrão), filho de Tera, morava em Ur, na Baixa Mesopotâmia. Tera e sua família, retornam para Harã (em acadiano Haranu). Após a morte de Tera, Abraão e sua família, sai de Harã, atravessam o Rio Eufrates e entram em Canaã. Nessa ocasião, Abraão tinha 75 anos. (Génesis 11:31,32; 12:1-5) A sua entrada em Canaã e a curta permanência no Egito, parece ajustar-se exatamente com o período do Médio Império. Se adicionarmos 430 anos à data do Êxodo do Egito, obtemos o ano em que Abraão entrou em Canaã. Se adicionarmos 215 anos à data do Êxodo do Egito, obtemos o ano da mudança de Jacó e sua família para o Egito.

Segundo o relato de Génesis 11:10 a 12:4, diz que desde da entrada de Abraão em Canaã até ao inicio do Dilúvio, decorreram 427 anos.

Período antediluviano

A narrativa das origens da Humanidade é apresentada numa linguagem popular e sem pretensões cronológicas. (Génesis 1 e 2) Génesis 1:1 afirma que o Universo teve um princípio e esse princípio foi Deus. Quanto à duração dos "dias criativos", nada afirmam quanto a uma data para a formação da Terra ou sobre o aparecimento da Humanidade. A preparação da Terra para Vida Humana é explicada como tenho ocorrida em 6 fases. O escritor visa transmitir ensinamentos religiosos. A linguagem empregue é simples e figurada. Para transmitir esses ensinos, os seus autores teriam usado as narrações e mitos da cultura mesopotâmica e o uso de teofonias.

A sociedade humana antediluviana, para além agricultura e da pastorícia, é descrita como conhecedora da metalurgia de cobre e do ferro. Também fazia uso de instrumentos musicais. (4:19-22) Segundo o relato de Génesis 5:3-29 e 7:6,11, desde do início do Dilúvio até à criação do Adão, terá decorrido 1 656 anos. Este período é esquematizado na tabela que segue:
• Desde a criação de Adão até o nascimento de Sete 130 anos
• Daí até o nascimento de Enos 105 anos
• Até o nascimento de Quenã 90 anos
• Até o nascimento de Malalel 70 anos
• Até o nascimento de Jarede 65 anos
• Até o nascimento de Enoque 162 anos
• Até o nascimento de Metusalém 65 anos
• Até o nascimento de Lameque 187 anos
• Até o nascimento de Noé 182 anos
• Até o Dilúvio Bíblico 600 anos

De acordo com as evidências arqueológicas, os historiadores e exegêtas bíblicos concordam que a longa longevidade anterior ao Dilúvio Bíblico citada no Génesis, não têm valor cronológico, mas apenas um valor simbólico.
Os dados apresentados acima para o período antediluviano são encontrados no Texto Massorético, em que se baseiam as modernas traduções dos Antigo Testamento. Mas estes dados diferem dos encontrados na Septuaginta Grega (sigla LXX), mas a evidência de exactidão favorece claramente o Texto Massorético. (Ref.ª Comentário Sobre as Escrituras Sagradas, Génesis, pág. 272 nota, traduz. inglês e editado por P. Schaff, 1976)

Algumas religiões cristãs que entendem a narrativa cronológica antediluviana como literal. Veja Criacionismo. A justificação para rebater os argumentos dos arqueólogos sobre aparecimento dos humanos há milhares de anos, resume-se no seguinte: os métodos de datação têm definitivamente limitações (estas originadas pelas mudanças climáticas e geológicas causadas por um Dilúvio global) e baseiam-se apenas em conjecturas ou teorias não comprovadas.

Então pessoal ficaria mais fácil de entendermos, por exemplo, quando lermos o antigo testamento então vamos concluir com os fatos de referencias aos patriarcas.

Cronologia e História da Salvação

1. Bíblia e cronologia




O fator cronológico não está presente na Bíblia de uma forma linear. Assim, muitas histórias que aparecem no início da Bíblia são, de fato, mais recentes do que se pode pensar. A história de Caim e Abel, por exemplo, supõe um tempo em que os homens já estavam espalhados na terra, para que pudesse haver perseguição a ele. O dilúvio, a torre de Babel e outras estão nesta linha, pois supõem a existência de muitas pessoas e lugares. Por que juntar estes relatos fantasiosos à história verdadeira? Têm algum valor esta apelação para fatos que não aconteceram, a fim de completar a história?


A história da salvação, mais do que uma história propriamente dita, é uma interpretação da história humana. O fato em si, na história da salvação, não é tão importante quanto a interpretação do fato, a mensagem que se pode tirar dele: ele pode ser o paradigma de uma intervenção de Deus num fato real. Não importa, por exemplo, como foi criado o mundo (monogenismo, poligenismo, em sete dias, diretamente ou não, ...) o que importa é que foi criado por Deus. O pecado original também não importa como aconteceu; mas que aconteceu. Caim e Abel não se sabe onde viveram nem se viveram mesmo, mas esta história representa um modo histórico de agir do homem. Abraão com Isaac, Jacó com Labão... não importa que tenham ou não acontecido, mas importa a interpretação destes fatos, de como Deus intervém em favor de seus amados.


Entre os capítulos IV e V, assim como entre os cap. X e XI do gênesis, há genealogias de Adão a Noé e de Noé a Abraão, respectivamente. O que isto significa? Qual a intenção do escritor sagrado? Estas genealogias foram intercaladas aí com o intuito de fazer a ligação, estabelecer a seqüência dos fatos. Elas, provavelmente, não são autênticas. Podem até ter sido transcritas de livros de genealogias dos reis da Babilônia (ante e pós diluvianos). A própria história do dilúvio mostra, assim, um progressivo distanciamento dos homens de Deus, preparando a chegada dos patriarcas.



O novo Testamento

Sua data-chave

O Evangelho de Lucas informa-nos que João Batista, filho do sacerdote Zacarias, apareceu para fazer baptismos no 15.° ano do reinado de Tibério César.[1] Sabemos que Octávio César Augusto faleceu em 17 de Agosto de 14 d.C.. Tibério foi indigitado pelo Senado Romano como imperador a 15 de Setembro. Como os romanos não usavam o sistema de "ano de Ascensão", seu 15.° ano seria em 28/29 d.C..

O nascimento de Jesus

Segundo o Evangelho de Mateus, Jesus nasceu pouco antes da morte do rei Herodes, o Grande. Antes de morrer, Herodes mandou matar os meninos de Belém até aos 2 anos, de acordo com o tempo que apareceu a "estrela" aos magos.[2] Nessa ocasião, o menino Jesus teria cerca de 2 anos.

Flávio Josefo menciona um eclipse lunar no dia em que um líder de uma revolta contra Herodes, chamado Matias, era queimado vivo.[3] Este eclipse, o único mencionado por Flávio Josefo, não é mencionado nos Evangelhos. Esse eclipse tem sido identificado pelos historiadores como tendo ocorrido a 13 de Março de 4 a.C..

Segundo a opinião da grande maioria dos historiadores, o rei Herodes terá morrido entre 13 de Março (o dia do eclipse lunar) e 11 de Abril (o dia de Páscoa) do ano 4 a.C. (ou seja, antes da Era Cristã). Mas esta identificação do eclipse tem vindo a ser questionada. Actualmente, têm aumentado o número dos investigadores que argumentam que o Rei Herodes poderá ter morrido no ano 1 a.C.. Era uma tradição entre os Padres da Igreja de que Jesus teria nascido no ano 3 a.C. ou 2 a.C..[carece de fontes?]
Sobre ano 1 a.C.

Ao datar quando o Senado Romano nomeou Herodes como "Rei da Judeia", Flávio Josefo situa o evento como ocorrido durante o governo de certos cônsules romanos. Segundo esta lista, a nomeação de Herodes como rei terá ocorrido no ano 40 a.C.. Segundo outro historiador, Apiano, coloca o evento no ano 39 a.C.. Visto que o judeus usavam o sistema do ano de acessão, podemos considerar que o seu 1.º ano de reinado foi de 39 a 38 a.C..

Pelo mesmo método, Josefo situa a conquista de Jerusalém por Herodes, 27 anos depois da conquista de Jerusalém pelo cônsul Pompeu, que ocorreu em 63 a.C.. Isto nos dá com exactidão o ano de 36 a.C..[4] Também nos diz que Herodes faleceu 37 anos depois de ter sido designado rei e 34 anos depois de conquistar Jerusalém.[5] Isto coloca a sua morte no ano 2 a.C.. Josefo diz-nos ainda que Herodes tinha cerca de 70 anos quando morreu, e que a sua nomeação como governador da Galileia, deu-se quando tinha 25 anos de idade.[6] Josefo na realidade escreveu 15 anos, mas se trata dum erro evidente; ele estaria querendo dizer 25 anos.

Sabemos ainda que o dia que Herodes morreu foi pouco depois dum eclipse lunar e antes da festividade da Páscoa (14 de Nisã, isto é, Março/Abril). Diz ainda a tradição judaica, que a sua morte foi no dia 2 de Sebate (Janeiro/Fevereiro).[7] Ocorreu um eclipse lunar total em 8 de Janeiro de 1 a.C., uns 3 meses antes da Páscoa e 18 dias antes do dia tradicional da morte do rei Herodes. Registou-se ainda um outro eclipse lunar parcial, a 27 de Dezembro de 2 a.C..

Na Era Apostólica

Entre 33 d.C. e 48 d.C.

Herodes Agripa I reinou durante 3 anos após da ascensão de Imperador Cláudio (em 24 de Janeiro de 41 d.C.).[8] As evidências históricas indicam que morreu no ano 44 d.C.. De acordo com o registro bíblico, pouco antes da morte de Herodes Agripa, o profeta cristão Agábo prediz uma grande escassez de alimentos na Judeia, a execução pela espada do apóstolo Tiago, e a prisão do apóstolo Pedro - na época da Páscoa - e inesperadamente solto. Todos estes eventos podem ser datados seguramente no ano 44 d.C..[9]

Entre 49 d.C. a 59 d.C.

Na antiga Delfos, apareceu uma missiva do imperador Cláudio na qual se deduz que Lúcio Junio Galião esteve em Corinto do ano 51 a 52 d.C.. Galião, como procônsul da Acaia, terá chegado a Corinto em Julho de 51 d.C.. Sabemos que o apóstolo Paulo compareceu perante Galião.[10] Tudo isto parecem confirmar a primavera de 52 d.C. como a conclusão da 18 meses de permanência de Paulo na cidade. O apóstolo terá chegado a Corinto no começo de 50 d.C..

Outra referência adicional é encontrada na declaração de chegada de Paulo a Corínto. Paulo encontrou-se "um certo judeu nomeou Áquila, um nativo de Ponto, que pouco antes tinha chegado da Itália, e Priscila, a esposa dele, por causa do facto que Cláudio tinha ordenado que todos os judeus partissem de Roma."[11] De acordo com o historiador Paulo Orósio, do século V, esta ordem de expulsão ocorreu no 9.º ano do imperador Cláudio, isto é, no ano de 49 d.C..

No fim da terceira viagem missionária de Paulo, ao chegar a Jerusalém, o apóstolo foi detido. Compareceu perante o Sumo Sacerdote Ananias, filho de Nadebeu (47 a 59 d.C.), e do Sinédrio. Ele foi levado para Cesareia e lá permaneceu em custódia durante dois anos, até que António Félix (52 a 59 d.C.) foi substituído por Pórcio Festo (59 a 62 d.C.) como governador da Judeia. [12] A data da chegada de Festo e da partida subsequente de Paulo para Roma terá sido no Outono de 59 d.C..

Entre 60 d.C. a 100 d.C.

A história secular dá 18 de Julho de 64 d.C. como a data do grande incêndio em Roma, seguindo que estourou a perseguição aos cristãos ordenada por Nero. O encarceramento final de Paulo e sua execução subsequente ajusta-se logicamente neste período.[13]
Céstio Galo, legado da província da Síria, cerca Jerusalém com uma legião (isto é, seis mil soldados), mas é rechaçado com pesadas perdas. Assim como aconteceu com último procurador romano, Géssio Floro (64 - 66 d.C.), Céstio Galo teve que se retirar para Cesaréia. É o início da Rebelião Judaica, fartos das muitas arbitrariedades, da corrupção e de repressão por parte dos anteriores procuradores romanos.
O imperador Nero envia para Judeia um experiente general, Vespasiano. Em companhia de seu filho Tito, Vespasiano invade a Galiléia na Primavera de 67 com 10 legiões (isto é, 60 mil soldados). No Outono, a Galiléia está definitivamente ocupada pelos romanos. Na Primavera de 68, Vespasiano ocupa sucessivamente a Peréia, as planíces costeiras, a região montanhosa da Judéia e de Samaria e a Iduméia. Quando está preparado para atacar Jerusalém, o Imperador Nero se suicida. Isto sucede em 9 de Junho de 69 d.C.. Vespasiano espera se definir a situação em Roma.

Vespasiano é aclamado Imperador no dia 1 de Julho de 69 e marcha para Roma, deixando a guerra sob o comando do General Tito, seu filho. Tito cerca Jerusalém pouco antes da Páscoa (14 de Nisã) de 70, com quatro legiões (isto é, 24 mil soldados). Em Julho de 70, toma a Fortaleza Antónia, a norte do Templo de Jerusalém, um dos redutos rebeldes. Tito manda incendeiar o Templo, em Agosto. No mês seguinte, é ocupado o Palácio de Herodes. A dia exacto da destruição do Templo de Jerusalém é controversa; a tradição rabínica diz que foi no dia 9 do mês de Ab (29 de Agosto de 70), enquanto Flávio Josefo diz que foi no dia 10 de Ab.

Em resultado da perseguição contra os cristãos ordenada pelo imperador Domiciano (entre 14 de Setembro de 81 d.C. a 16 de Setembro de 96 d.C.), o apóstolo João é exilado na Ilha de Patmos. Foi na Ilha de Patmos que escreveu o livro do Apocalipse, aproximadamente no ano 96 d.C..[14] O evangelho e três cartas (epístolas) foram escritas de Éfeso (na Ásia Menor) ou na sua vizinhança, logo depois de ter sido solto. O último dos 12 apóstolos terá morrido por volta no ano 100 d.C., findando a Era

Apostólica.

Referências
1. ↑ Lucas 3:1-3
2. ↑ Mateus 2:1, 16-19
3. ↑ Flávio Josefo, Antiguidades Judaicas, Livro 17, Cap. 6 § 4; Guerra dos Judeus, Livro 1, Cap. 33 § 2-4
4. ↑ Antiguidades Judaicas, Vol. 14, pág. 487-8
5. ↑ Antiguidades Judaicas, Vol. 17, pág. 190-1
6. ↑ Antiguidades Judaicas, Vol. 17, pág. 148 § 1; Vol. 14, pág. 158 § 2
7. ↑ Antiguidades Judaicas, Vol. 17, pág. 167 § 4 e pág. 213 § 3
8. ↑ Antiquidades Judaicas, Cap. 19, pag. 351 [8, 2])
9. ↑ Atos 11:27,28; 12:1-11,20-23
10. ↑ Atos 18:11,12,17,18
11. ↑ Atos 18:2
12. ↑ Atos 21:33; 23:23-35; 24:27
13. ↑ II Timóteo 1:16; 4:6,7
14. ↑ Apocalipse 1:1



2. HISTÓRIA DOS PATRIARCAS (Vocação de Abraão 11, 27 a 12)


A formação literária da história dos Patriarcas foi composta a partir de várias sagas e lendas muito antigas, algumas até anteriores à sua chegada a Canaã. Outras são etiológicas e contemporâneas a ele. Os compiladores uniram estas tradições, muitas vezes sem cuidar de verificar a sua ordem cronológica. Como se pode interpretar isto com a luz da fé? Não se trata de acreditar em tudo nos mínimos detalhes, mas procurar o seu significado para a História da Salvação.


Em Gen 11, 27, diz: "O pai de Abraão saiu da cidade com a família". Por que isto? Historicamente, sabe-se que havia muitas migrações naquela época, por causa de seca, de perseguições políticas... Em Gen 12, l, diz: "Abraão saiu com a família;"... não fala mais no pai. Por que esta omissão? Na verdade, trata-se de duas tradições, uma explicando a outra. Esta 'saída' deve ser entendida como parte de um plano de Deus que o dirige desde o começo. O caso de Deus estar contatando constantemente com Abraão é mais uma linguagem mítica, visualizando o desígnio de Deus para Abraão.


Aquelas histórias a respeito de Abraão, que sempre vence em várias situações, também têm a finalidade de mostrar a sagacidade e a sabedoria do antepassado, o que, naturalmente era uma glória para a família. Na seqüência da tradição, vai mostrar que Deus escolheu Abraão por espontânea vontade e o autor faz questão de dizer que ele foi o eleito, citando isto várias vezes. Abraão é apresentado como homem de fé em várias ocasiões (saída da terra, sacrifício de Isaac...).


Aliás, a propósito do sacrifício de Isaac, isto é uma saga para protestar contra os sacrifícios humanos, cerimônias muito praticadas pelos povos vizinhos. O primogênito de tudo poderia ser sacrificado, menos do homem, que deveria ser substituído. A circuncisão era também um rito pré-israelita, talvez um rito de iniciação ao matrimônio. Israel adotou este rito e aos poucos ele se tornou religioso. A história que há na Bíblia é uma interpretação ou legenda interpretativa do autor sobre o fato.


Nas várias legendas e sagas da história de Abraão, os autores queriam demonstrar o desígnio de Deus na história, a interpretação que eles querem dar a estes fatos. Realmente, se sabe, pelas descobertas arqueológicas recentes, que o texto se refere a termos, costumes, nomes, objetos usados na época dos patriarcas, mais ou menos contemporâneos à época de Hamurabi. Vários filósofos racionalistas do século passado tentaram negar isto. Mas o importante sempre não é o fato, e sim a interpretação dele: Deus esteve sempre com Abraão e tudo que acontecia com ele era o plano de Deus, já com uma finalidade determinada em vista.


Na história dos patriarcas, Isaac não é tão importante. Apenas a transição de Abraão para Jacó. Abraão foi o "fiel", Jacó, o "predestinado". As histórias a respeito dele e Esaú são apenas para mostrar a sagacidade do irmão mais novo. O prato de lentilhas seria uma explicação popular para o fato de Jacó ser o herdeiro. O sonho de Jacó é uma saga antiquíssima. "EL", como nome de Deus é uma das designações mais antigas usadas pelos cananeus. O autor refere-se a Javé com este mesmo título.


Qual o ensinamento da história dos patriarcas? Cada pessoa lê e interpreta esta história conforme o espírito de sua época e a aplica conforme a situação. Assim, se considerou Abraão como homem de fé e exemplo para eles. Como Abraão foi provado, também eles serão. Para nós ainda hoje caminhamos na esperança das promessas feitas a Abraão. Para Israel, as promessas se referiam ao Messias. Mas após JC abriu-se uma nova perspectiva. Nas ocasiões mais difíceis, os israelitas liam estas demonstrações de fé dos patriarcas e com isto tinham mais forças para superar as dificuldades. Assim também nós. E o mesmo se diga dos outros patriarcas.




Grande abraço a todos e continue estudando, não esqueça de ter uma linha do tempo, por que cronologia assim como é importante, é difícil de gravar. até a próxima Aluizio França

sábado, 5 de julho de 2008

Aula III ORIGEM E FORMAÇÃO DA BIBLIA



Olá queridos amigos que estão acompanhando o curso de Teologia, na postagem anterior demos inicio ao estudo sobre a Bíblia Vimos na aula anterior a visão geral da bíblia, agora, iremos estudar a formação do contexto histórico e suas formas literário-tradicionais, espero que possam tirar proveito desse material, não deixem de relatarem o que acharam, ou se tiver alguma dúvida pode enviar um e-mail com suas dúvidas que ficarei muito feliz em poder esclarecê-los. Meu e-mail é: aluizioworks@gmail.com grande abraço

ORIGEM E FORMAÇÃO DA BIBLIA

1. Indícios e evidências históricas
O período histórico da formação da Bíblia situa-se entre 1100 a. C. ou 1200 a. C. a 100 d. C. Provavelmente, a mais antiga parte escrita da Bíblia é o Cântico de Débora, que se encontra no livro dos Juízes (Jz, 5).

Quando os hebreus chegaram a Canaã, já havia na terra um certo desenvolvimento literário, como por exemplo, o alfabeto fenício (do qual se derivou o hebraico), que já existia no século XIV a. C. Os judeus chegaram lá por volta do século XIII a.C. Outro documento desta época é o calendário de Gezér, que data mais ou menos do ano 1000 a.C. É uma indicação de datas para uso dos agricultores. É o documento mais antigo encontrado na Palestina. Outro documento também muito antigo é o sarcófago do Rei Airam, que contém uma inscrição e foi encontrado nos séculos XIV ou XV a. C., em Biblos. Há ainda umas tabuletas encontradas em Ugarit (em 1929), onde estão escritos uns poemas semelhantes aos salmos, datando dos séculos XIV ou XV a. C.
Além destes, há outros documentos provando que já havia uma escrita na Palestina, antes dos hebreus chegarem lá. A inscrição do túmulo de Siloé (700 a. C.), explicando como foi feito; os "óstracon", de Samaria, onde há uma espécie de carta diplomática, são documentos que provam a continuidade de uma atividade literária. Em Juizes 8,14, o autor descreve um acontecimento ocorrido mais ou menos em 1100 a.C. E em que língua foi escrito este fato pela primeira vez, na época em que aconteceu? Provavelmente no alfabeto fenício (pré-hebraico).

2. A tradição oral e a tradição escrita

A parte mais antiga da Bíblia remonta justamente deste tempo (1100 a.C.), quando a escrita ainda não estava bem definida, e é oral. Desde este tempo já se fora criando uma tradição, que existia oralmente e era transmitida aos novos pelos mais velhos nas reuniões que havia nos santuários. Por este tempo, só eram relatados os acontecimentos do deserto, do Sinai, da aliança de Deus com o povo. Mas os jovens queriam saber o que havia acontecido antes disto. Então foram sendo compostas as histórias dos Patriarcas. Mas, e antes deles, antes de Abraão? Passaram à história da criação do mundo. Por isso, se afirma que a parte mais antiga da Bíblia é o Cântico de Débora, no livro dos Juizes. A partir daí, fez-se um retrospecto didático-histórico.
Como dissemos, estas histórias iam sendo passadas oralmente de pai a filho, nos santuários. Acontece que nem todos iam para os mesmos santuários, o que motivou a existência de pequenas diferenças na catequese do norte e na do sul. A tradição do sul foi chamada de JAVISTA (J), pois Deus era tratado sempre por Javé; a do norte se chamou ELOISTA (E), porque Deus era tratado como Eloi.

A tradição oral existiu até os tempos de Daví, quando foi escrita a tradição javista; meio século depois, foi escrita também a eloista. Por volta de 721 a.C., na época, da divisão dos reinos, quando Samaria foi destruída pelos assírios, muitos sacerdotes do norte fugiram para o sul e levaram consigo a sua tradição. A partir de então, as duas foram compiladas num só escrito.
Falamos das duas tradições: uma do norte e outra do sul. Mas não existiam apenas estas duas, que são as principais. Há ainda a DEUTERONOMICA (D), encontrada casualmente em 622 a. C. por pedreiros, que trabalhavam num templo. Corresponde ao livro Deuteronômio da Bíblia atual. Após esta, surgiu a SACERDOTAL (P), nova compilação das catequeses antigas de Israel, datada do século VI a.C. Ao fim, estas quatro tradições foram combinadas entre si e compiladas em 5 volumes, dando origem ao Pentateuco da Bíblia atual. Na tradição Javista, Deus é antropomórfico. Na Sacerdotal, Deus é poderoso, está acima do tempo, o que significa um progresso no conceito de Deus que o povo tinha. A redação do Pentateuco se deu pelo ano 398 a.C. e compreendia a primeira parte da Bíblia judaica.

A partir de Josué, a tradição continuou oral, para ser escrita somente por volta de 550 a.C. E foram escritas do modo como o povo contava. Por isso não se pode dar a mesma importância histórica aos fatos descritos nestes livros em relação a outros posteriores, pois alguns fatos narrados foram baseados na tradição popular, enquanto que outros foram baseados em documentos de arquivos (anais do Reino). Este é um grande desafio para os estudiosos e também uma fonte de divergências.

3. Os Intérpretes - Profetas e Sábios

Durante muito tempo, os profetas foram os orientadores do povo de Deus. Os livros proféticos resumem os seus ensinamentos, e na sua maioria foram escritos só mais tarde, por seus seguidores. Somente por volta do ano 200 a.C. é que foram redigidos os livros proféticos. Os livros Sapienciais foram o resultado de um estilo literário que esteve em moda durante muito tempo, na época posterior ao exílio. São umas reflexões humanistico-religiosas. Passados os profetas, surgiram os sábios que raciocinavam sobre as coisas da natureza, tirando delas ensinamentos para a vida. Foram acrescentados aos livros sagrados nos últimos séculos a.C., sendo os mais recentes livros do AT.

4. A nova tradição da era cristã

O NT não foi escrito com a finalidade de ser acrescentado à Bíblia. No tempo de Cristo e dos Apóstolos, o livro sagrado era apenas o AT. O próprio Jesus Cristo se baseava nele em suas pregações. E Ele mandou apenas pregar, e não escrever. Foi quando uma nova tradição oral foi se formando. E após a morte de Cristo, os apóstolos saíram pregando.
Mas veio a necessidade de congregar outras pessoas para o anúncio, em vista do grande número de comunidades existentes. Então, começaram a escrever. Mais tarde, com a aceitação também de cidadãos estrangeiros nas comunidades, a mensagem precisou ser traduzida e adaptada. Além disso, o próprio povo necessitava de uma escrita (doutrina escrita) para se conservar una, após a morte dos Apóstolos. Esta redação, no início, era apenas de alguns escritos esparsos, que só depois de algum tempo foram juntos em livros. Exemplo disso está em Mc 2, uma série de disputas de JC com os Judeus, onde se vê claramente que foi recolhida de escritos separados. Também em João se lê: "Muitas outras coisas Jesus fez que não foram escritas..." (Jo 21,24) Isto significa que só foram escritas aquelas mensagens que teriam utilidade, conforme as necessidades momentâneas.

O evangelho de Marcos, o primeiro a ser escrito, data dos anos 60 ou 70 d.C.; os de Lucas e Mateus, são de 70 ou 80, o que significa que somente após uns 40 anos da morte de JC sua palavra começou a ser escrita. 0 Evangelho de João só foi escrito em torno do ano 100 d.C. Antigamente, se acreditava ser Mateus o autor do primeiro Evangelho. Mas a critica histórica mostra que o de Marcos foi anterior. Aliás, a respeito deste evangelho de Mateus, não se sabe ao certo quem é o seu autor. Foi atribuído a Mateus, apenas por uma tradição e também por uma praxe da época de se atribuir um escrito a alguém mais conhecido e famoso, para que a obra tivesse mais autoridade.

5. Entendendo algumas dificuldades concretas

Durante o tempo anterior á escrita dos Evangelhos, havia apenas a pregação dos Apóstolos, recordando os fatos da vida de Cristo, todavia eram fatos esparsos, sem nenhuma preocupação com seqüência ou unidade. Por isso os Evangelhos, que foram esta pregação escrita, se contradizem em algumas datas, o que mostra a pouca importância dada à cronologia. Os fatos eram recordados e aplicados, conforme as necessidades. Assim, até entre os Evangelhos sinóticos, que seguiram a mesma fonte, há diversificações. Por exemplo, no Sermão da Montanha, em Lucas fala "bem aventurados os pobres"; e em Mateus, "bem aventurados os pobres de espírito". A diferença consiste no seguinte: Lucas deu um sentido social, mais importante para as comunidades gregas, para as quais escrevia. Mas o de Mateus destinava-se às comunidades judias e queria combater uma doutrina dos judeus que tinham uma idéia falsa de pobreza. Para eles, o próprio fato de a pessoa ser pobre, já lhe garantia a salvação, enquanto outra pessoa, pelo simples fato de ser rica, já estava condenada. Por causa disso ele escreveu "pobres de espírito".

Outro ponto de discordância é o caso da cura de um cego. Mateus diz "um cego, na saída de Jericó"; e Lucas "dois cegos, na entrada de Jericó". 0 fato da 'entrada' e 'saída' pode ser explicado pela existência de duas cidades chamadas Jericó. 0 fato de serem um ou mais cegos explica-se pelo seguinte: era comum naquele tempo os cegos formarem grupos em torno de um cego-lider; e o nome deste geralmente era o do grupo. No entanto, estes detalhes pouco importam ao evangelho. 0 seu interesse é a apresentação da mensagem (evangélion = boa nova).
6. A fonte comum

Os Evangelistas sinóticos se basearam no Evangelho de Marcos e noutra fonte, convencionada por fonte "Q", simbolizando os inúmeros escritos esparsos de que já tratamos. Espalharam cópias destes por outras partes do mundo. Lucas, Mateus, cada um em lugares diferentes, se inspiraram nos escritos disponíveis e inclusive no evangelho de Marcos, que na época já havia sido escrito. O fato do primeiro Evangelho ser atribuído anteriormente a Mateus se deve a uma afirmação de Eusébio de que Mateus escrevera a "logia" do Senhor em aramaico. Mas a crítica histórica provou que o Evangelho que conhecemos não traz apenas a "logia" do Senhor e não foi escrito em aramaico, e sim em grego. Portanto a noticia de Eusébio se refere a outro escrito, e não a este evangelho. Nada impede, porém, que tenha sido escrito por discípulos de Mateus e atribuído ao Mestre. Aliás, a respeito de "Evangelho", o primeiro a usar esta palavra para indicar as memórias dos Apóstolos foi S. Justino, em 130 d.C.
7. As Cartas

As cartas de Paulo foram enviadas para serem lidas em público. Em I Tes 5, 27 há uma alusão a isto. Havia também o intercâmbio das cartas, como se lê em Col 4,16: "mostrem esta carta para Laodicéia e tragam a de lá para vocês". Aos poucos as cartas foram colecionadas, e no fim do I século já se tem notícia delas, quando em II Ped 3,15 se lê: "...nosso irmão Paulo vos escreveu conforme o dom que lhe foi dado... " As cartas de Paulo foram os primeiros escritos do NT. Não se sabe quando os Evangelhos e elas foram acoplados, mas já no fim do I século estavam reunidos num só livro.

As Epistolas Católicas (universais) são chamadas assim por se destinarem à Igreja em geral, e não a tal ou qual comunidade, como fizera Paulo. Elas também se originaram da necessidade pastoral, e já no começo do II século estavam incorporadas aos outros escritos do NT. Os Atos dos Apóstolos podem ser considerados a continuação do terceiro Evangelho, pois também foi escrito por Lucas. E o Apocalipse de S.João, livro profético, foi acrescentado por último.
Nos escritos do NT, freqüentemente se encontram citações do AT. É que muitas vezes os Apóstolos queriam tirar dúvidas sobre certas passagens, que tinham falsa interpretação. Nas assembléias, eram lidos escritos do AT e do NT, para explicá-los. Exemplo disto temos em I Tes 4,15; I Cor 7,10.25.40; At 15, 28; I Tim 5,18; Lc 10,7.
8. O Cânon Sagrado

No século III, a Igreja se reuniu em Concilio em Hipona, e uma das tarefas era organizar o "cânon", ou a lista de livros sagrados considerados autênticos. Neste Concilio, os livros foram estudados e se investigou quais os que sempre foram lidos nos cultos e sempre foram considerados legítimos. E se estabeleceu a ordem ainda hoje conservada. O motivo pelo qual alguns livros foram postos em dúvida era a grande quantidade de livros apócrifos, que fazia com que se duvidasse dos verdadeiros. Havia muitos livros que os judeus não aceitavam. Então os Ss. Padres ponderaram os prós e contras e definiram a lista que foi aprovada.

Até a próxima meus amigos que a paz do Senhor Jesus esteja em vossos corações. se você quiser baixar esse texto pra seu computador click no link abaixo

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Curso de Teologia II Aula Biblia

Olá queridos amigos que sempre tem acompanhado os estudos de Teologia desse blog, sou
editor do mesmo e estou postando pra vocês o segundo estudo a respeito da TEOLOGIA, no post anterior relatei pra vocês os conceitos de Teologia, iremos futuramente tratar da TEOLOGIA CRISTÃ, mas antes que iniciemos tal estudo é importante sabermos sobre um estudo fundamental para se iniciar em TEOLOGIA que é saber um pouco da BIBLIA sagrada, neste post você irá ter um pouco da história desse livro tão importante para os Cristãos. Bons estudos não se esqueça de comentar o que achou do texto e se está sendo de algum valor para sua vida.

Bíblia

A palavra grega Bíblia, em plural, deriva do grego bíblos ou bíblion (βίβλιον) que significa "rolo" ou "livro". Bíblion, no caso nominativo plural, assume a forma bíblia, significando "livros". No latim medieval, biblìa é usado como uma palavra singular — uma colecção de livros ou "a Bíblia". Foi São Jerónimo, tradutor da Vulgata Latina, que chamou pela primeira vez ao conjunto dos livros do Antigo Testamento e Novo Testamento de "Biblioteca Divina". A Bíblia é uma coleção de livros catalogados, considerados como divinamente inspirados pelas três grandes religiões dos filhos de Abraão, que são o Cristianismo, o Judaismo e o Islamismo. e por isso são conhecidas como as religiões do Livro. É sinónimo de "Escrituras Sagradas" e "Palavra de Deus".
Os livros bíblicos considerados canônicos pela Igreja Católica Apostólica Romana são ao todo 73 livros, sendo 46 livros do antigo testamento e 27 do Novo. A Bíblia Católica contém 7 livros a mais no Antigo Testamento do que outras traduções bíblicas usadas pelas religiões cristãs não-católicas e pelo Judaísmo. Esses livros são chamados pela Igreja Católica de deuterocanónicos ou livros do "segundo Cânon". A lista dos livros deuterocanónicos é a seguinte: Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico (Ben Sira ou Sirácida) e Baruque. Além disso, ela possui alguns trechos a mais em alguns livros protocanônicos (ou livros do "primeiro Cânon") de Ester e Daniel. Outras denominações religiosas consideraram estes livros deuterocanônicos como apócrifos, ou seja, livros ou escritos que carecem de inspiração divina, reconhecendo, porém, o valor histórico dos livros dos Macabeus.

Conceitos sobre a Bíblia

A Bíblia é um livro muito antigo. Ela é o resultado de longa experiência religiosa do povo de Israel. É o registro de várias pessoas, em diversos lugares, em contextos diversos. Acredita-se que tenha sido escrita ao longo de um período de 1600 anos por cerca de 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais.
Os cristãos acreditam que estes homens escreveram a Bíblia inspirados por Deus e por isso consideram a Bíblia como a Escritura Sagrada. No entanto, nem todos os seguidores da Bíblia a interpretam de forma literal, e muitos consideram que muitos dos textos da Bíblia são metafóricos ou que são textos datados que faziam sentido no tempo em que foram escritos, mas foram perdendo seu sentido dentro do contexto da atualidade.
Para o cristianismo tradicional, a Bíblia é a Palavra de Deus, portanto ela é mais do que apenas um bom livro, é a vontade de Deus escrita para a humanidade. Para esses cristãos, nela se encontram, acima de tudo, as respostas para os problemas da humanidade e a base para princípios e normas de moral.
Os agnósticos vêem a Bíblia como um livro comum, com importância histórica e que reflete a cultura do povo que os escreveu. Os não crentes recusam qualquer origem Divina para a Bíblia e a consideram como de pouca ou de nenhuma importância na vida moderna, ainda que na generalidade se reconheça a sua importância na formação da civilização ocidental (apesar de a Bíblia ter origem no Médio Oriente).

A comunidade científica tem defendido a Bíblia como um importante documento histórico, narrado na perspectiva de um povo e na sua fé religiosa. Muito da sua narrativa foi de máxima importância para a investigação e descobertas arqueológicas dos últimos séculos. Mas os dados existentes são permanentemente cruzados com outros documentos contemporâneos, uma vez que, a história religiosa do povo de Israel singra em função da soberania de seu povo que se diz o "escolhido" de Deus e, inclusive, manifesta essa atitude nos seus registros.

Independente da perspectiva que um determinado grupo tem da Bíblia, o que mais chama a atenção neste livro é a sua influência em toda história da sociedade ocidental e mesmo mundial, face ao entendimento dela nações nasceram (Estados Unidos da América etc.), povos foram destruídos (Incas, Maias, etc), o calendário foi alterado (Calendário Gregoriano), entre outros fatos que ainda nos dias de hoje alteram e formatam nosso tempo. Sendo também o livro mais lido, mais pesquisado e mais publicado em toda história da humanidade, boa parte das línguas e dialetos existentes já foram alcançados por suas traduções. Por sua inegável influência no mundo ocidental, cada grupo religioso oferece a sua interpretação, muitas vezes, sem a utilização da Hermenêutica.

Os idiomas originais

Foram utilizados três idiomas diferentes na escrita dos diversos livros da Bíblia: o hebraico, o grego e o aramaico. Em hebraico consonantal foi escrito todo o Antigo Testamento, com excepção dos livros chamados deuterocanónicos, e de alguns capítulos do livro de Daniel, que foram redigidos em aramaico. Em grego comum, além dos já referidos livros deuterocanónicos do Antigo Testamento, foram escritos praticamente todos os livros do Novo Testamento. Segundo a tradição cristã, o Evangelho de Mateus teria sido primeiramente escrito em hebraico, visto que a forma de escrever visava alcançar os judeus.

O hebraico utilizado na Bíblia não é todo igual. Encontramos em alguns livros o hebraico clássico (por ex. livros de Samuel e Reis), em outros um hebraico mais rudimentar e em outros ainda, nomeadamente os últimos a serem escritos, um hebraico elaborado, com termos novos e influência de outras línguas circunvizinhas. O grego do Novo Testamento, apesar das diferenças de estilo entre os livros, corresponde ao chamado grego koiné (isto é, o grego "comum" ou "vulgar", por oposição ao grego clássico), o segundo idioma mais falado no Império Romano.

Inspirado por Deus

O apóstolo Paulo afirma que "toda a Escritura é inspirada por Deus" [literalmente, "soprada por Deus", que é a tradução da palavra grega θεοπνευστος, theopneustos] (2 Timóteo 3:16). Na ocasião, os livros que hoje compõem a Bíblia não estavam todos escritos e a Bíblia não havia sido compilada, entretanto muitos cristãos crêem que Paulo se referia à Bíblia que seria posteriormente canonizada. O apóstolo Pedro diz que "nenhuma profecia foi proferida pela vontade dos homens. Inspirados pelo Espírito Santo é que homens falaram em nome de Deus." (2 Pedro 1:21) Os cristãos crêem que a Bíblia foi escrita por homens sob Inspiração Divina, mas essa afirmação é considerada subjetiva na perspectiva de uma pessoa não-cristã ou não-religiosa. A interpretação dos textos bíblicos, ainda que usando o mesmo Texto-Padrão, varia de religião para religião. Verifica-se que a compreensão e entendimento a respeito de alguns assuntos pode variar de teólogo para teólogo, e mesmo de um crente para outro dependendo do idealismo e da filosofia religiosa defendida, entretanto, quanto aos fatos e às narrações históricas, existe uma unidade.

A fé dos leitores religiosos da Bíblia baseia-se na premissa de que "Deus está na Bíblia e Ele não fica em silêncio", como declara repetidamente o renomeado teólogo presbiteriano e filósofo, o Pastor Francis Schaeffer, dando a entender que a Bíblia constitui uma carta de Deus para os homens. Para os cristãos, o Espírito Santo de Deus atuou de uma forma única e sobrenatural sobre os escritores. Seguindo este raciocínio, Deus é o verdadeiro autor da bíblia, e não os seus escritores, por si mesmos. Segundo este pensamento Deus usou as suas personalidades e talentos individuais, para registrar por escrito os seus pensamentos e a revelação progressiva dos seus propósitos em suas palavras. Para os crentes, a sua postura diante da Bíblia determinará o seu destino eterno.

A interpretação bíblica

Diferente das outras mitologias, os assuntos narrados na Bíblia são geralmente ligados a datas, a personagens ou a acontecimentos históricos (de fato, vários cientistas têm reconhecido a existência de personagens e locais narrados na Bíblia, que até há poucos anos eram desconhecidos ou considerados fictícios), apesar de não confirmarem os fatos nela narrados, por outro lado, comprovando que aconteceram de alguma forma.
Os judeus acreditam que todo o Velho Testamento foi inspirado por Deus e, por isso, constitui não apenas parte da Palavra Divina, mas a própria palavra. Os cristãos, por sua vez, incorporam também a tal entendimento os livros do Novo Testamento. Os ateus e agnósticos possuem concepção inteiramente diferente, descrendo por completo dos ensinamentos religiosos. Tal descrença ocorre face ao entendimento de que existem personagens cuja real existência e/ou atos praticados são por eles considerados fantásticos ou exagerados, tais como os relatos de Adão e Eva, da narrativa da sociedade humana ante-diluviana, da Arca de Noé, o Dilúvio, Jonas engolido por um "grande peixe", etc. Os ateus não creem na existencia de Deus algum, portanto para eles qualquer ensinamento religioso, venha da Bíblia ou do Alcorão é falso, desnecessário e até mesmo prejudicial.
A hermenêutica, uma ciência que trata da interpretação dos textos, tem sido utilizada pelos teólogos para se conseguir entender os textos bíblicos. Entre as regras principais desta ciência encontramos:

A Bíblia - colecção de livros religiosos - se interpreta por si mesma, revelando toda ela uma doutrina interna;

O texto deve ser interpretado no seu contexto e nunca isoladamente;
Deve-se buscar a intenção do escritor, e não interpretar a intenção do autor;
A análise do idioma original (hebraico, aramaico, grego comum) é importante para se captar o melhor sentido do termo ou as suas possíveis variantes;
O intérprete jamais pode esquecer os fatos históricos relacionados com o texto ou contexto, bem como as contribuições dadas pela geografia, geologia, arqueologia, antropologia, cronologia, biologia...

Sua estrutura interna

A Bíblia é um conjunto de pequenos livros ou uma biblioteca. Foi escrita ao longo de um período de cerca de 1500 anos por 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais, segundo a tradição judaico cristã. No entanto, exegetas cristãos divergem sobre a autoria e a datação das obras. A sua divisão em capítulos e versículos que conhecemos hoje surgiu em momentos diferentes da história. A primeira divisão (em capítulos) credita-se a autoria ao arcebispo Stephen Langton da Cantuária, no século XIII, que fez as marcações dos mesmos através de uma seqüência numérica em algarismos romanos nas margens dos manuscritos. A divisão em versículos foi realizada em 1551 numa edição em grego do Novo Testamento pelo humanista e impressor Robert Stephanus. Pequenas diferenças nas divisões e numerações de capítulos e versículos adotadas podem ser observadas quando se comparam as edições da Bíblia católica, protestante ou judaica (Tanakh).

Testamento — origem do termo

Este vocábulo não se encontra na Bíblia como designação de uma de suas partes.
A palavra portuguesa testamento corresponde à palavra hebraica berith — aliança, pacto, contrato, e designa aquela aliança que Deus fez com o povo de Israel no Monte Sinai (Êxodo 24:1-8; Êxodo 34:10-28). Sendo esta aliança quebrada pela infidelidade do povo, Deus prometeu uma nova aliança (Jeremias 31:31-34) que deveria ser ratificada com o sangue de Cristo (Mateus 26:28). Os escritores neotestamentários denominam a primeira aliança de antiga (Hebreus 8:13), contrapondo-lhe a nova (2 Coríntios 3:6-14).

Os tradutores da Septuaginta traduziram berith para diatheke, embora não haja perfeita correspondência entre as palavras, já que berith designa "aliança" (compromisso bilateral) e diatheke tem o sentido de "última disposição dos próprios bens", "testamento" (compromisso unilateral).

As respectivas expressões "antiga aliança" e "nova aliança" passaram a designar a coleção dos escritos que contém os documentos respectivamente da primeira e da segunda aliança.
O termo testamento veio até nós através do latim quando a primeira versão latina do Velho Testamento grego traduziu diatheke por testamentum. São Jerônimo revisando esta versão latina manteve a palavra testamentum, eqüivalendo ao hebraico berith — aliança, concerto, quando a palavra como já foi visto não tinha essa significação no grego. Afirmam alguns pesquisadores que a palavra grega para "contrato", "aliança" deveria ser suntheke, por traduzir melhor o hebraico berith.

As denominações "Antigo Testamento" e "Novo Testamento", para as duas coleções dos livros sagrados, começaram a ser usadas no final do II século A.D., quando os evangelhos e outros escritos apostólicos foram considerados como Escrituras.

Livros do Antigo Testamento

O Antigo Testamento é composto de 46 livros: 39 conhecidos como protocanônicos e 7 conhecidos como deuterocanônicos. Os livros deuterocanônicos fazem parte apenas da Bíblia Católica, não sendo incluídos na Bíblia Protestante ou na Tanakh judaica.

Livros Protocanônicos

Pentateuco

Gênesis - Êxodo - Levítico - Números - Deuteronômio

Históricos

Josué - Juízes - Rute - I Samuel - II Samuel - I Reis - II Reis - I Crônicas - II Crônicas - Esdras - Neemias – Ester

Poéticos e Sapienciais

Jó - Salmos - Provérbios - Eclesiastes (ou Coélet) - Cântico dos Cânticos de Salomão

Proféticos

Profetas Maiores

A designação “Maiores” não se trata porém da relevância histórica destes personagens na história de Israel, mas tão somente ao tamanho de seus livros, maiores se comparados aos livros dos Profetas “Menores”.
Isaías - Jeremias - Lamentações de Jeremias - Ezequiel - Daniel

Profetas Menores

Como referido acima, a designação “Menores” não se trata da relevância histórica destes personagens na história de Israel, mas tão somente ao tamanho de seus livros.
Oséias - Joel - Amós - Obadias - Jonas - Miquéias - Naum - Habacuque - Sofonias - Ageu - Zacarias - Malaquias

Livros Deuterocanônicos

Tobias - Judite - I Macabeus - II Macabeus - Baruque - Sabedoria - Eclesiástico (ou Ben Sira) - e alguns acréscimos ao texto dos livros Protocanônicos: Adições em Ester (Ester 10:4 a 11:1 ou a 16:24) e Adições em Daniel (Daniel 3:24-90; Cap. 13 e 14)

Os livros deuterocanônicos (ou apócrifos) foram, supostamente, escritos entre Malaquias e Mateus, numa época em que segundo o historiador judeu Flávio Josefo, a Revelação Divina havia cessado porque a sucessão dos profetas era inexistente ou imprecisa. O parecer de Josefo não é aceito pelos cristãos católicos e ortodoxos, porque Jesus afirma que durou até João Batista (cf. Lucas 16:16; Mateus 11:13).

No período entre o séc. III e o séc. I a.C. ocorre a Diáspora judaica helenística, numa época em que os judeus já estavam, em partes, dispersos pelo mundo. Uma colônia judaica destaca-se esta se localiza em Alexandria no Egito, onde se falava muito a língua grega. A Bíblia foi então traduzida do hebraico para o grego. Alguns escritos recentes foram-lhe acrescentados sem que os judeus de Jerusalém os reconhecessem como inspirados. Somente no final do séc. I d.C. foi fixado o cânon (=medida) hebraico, portanto numa época em que a diferenciação entre judaísmo e cristianismo já era bem acentuada. E os escritos acrescentados não foram aceitos no cânon hebraico.

Quando Jerônimo traduziu a Bíblia para o latim (a famosa Vulgata), no início do Século V, incluiu os deuterocanônicos, e a Igreja Católica admitiu-os como inspirados da mesma forma que os outros livros. No século XVI, com o surgimento da Reforma Protestante, é novamente colocada em dúvida a canonicidade dos deuterocanônicos pelo fato de não fazerem parte da Bíblia hebraica primitiva. No Concílio de Trento, em 8 de abril de 1546, no Decretum de libris sacris et de traditionibus recipiendis (DH 1501), a Igreja Católica novamente os confirmou como partes integrantes da Bíblia Católica, mas desde então foram considerados apócrifos no Protestantismo e no século XVII deixaram de fazer parte das Bíblias protestantes.

Livros do Novo Testamento

• O Novo Testamento é composto de 27 livros.

Evangelhos

Mateus, Marcos, Lucas e João.
Livro Histórico

Atos dos Apóstolos (abrev. Atos)

Cartas Paulinas

Romanos - I Coríntios - II Coríntios - Gálatas - Efésios - Filipenses - Colossenses - I Tessalonicenses - II Tessalonicenses - I Timóteo - II Timóteo - Tito - Filémon
Cartas Gerais
Hebreus - Tiago - I Pedro - II Pedro - I João - II João - III João - Judas

Livro profético

Apocalipse

Versões e traduções bíblicas


Livro do Gênesis, Bíblia em Tamil de 1723
Apesar da antiguidade dos livros bíblicos, os manuscritos mais antigos que possuímos datam a maior parte do III e IV Século d.C.. Tais manuscritos são o resultado do trabalho de copistas (escribas) que, durante séculos, foram fazendo cópias dos textos, de modo a serem transmitidos às gerações seguintes. Transmitido por um trabalho desta natureza o texto bíblico, como é óbvio, está sujeito a erros e modificações, involuntários ou voluntários, dos copistas, o que se traduz na coexistência, para um mesmo trecho bíblico, de várias versões que, embora não afectem grandemente o conteúdo, suscitam diversas leituras e interpretações dum mesmo texto. O trabalho desenvolvido por especialistas que se dedicam a comparar as diversas versões e a seleccioná-las, denomina-se Crítica Textual. E o resultado de seu trabalho são os Textos-Padrão.
A grande fonte hebraica para o Antigo Testamento é o chamado Texto Massorético. Trata-se do texto hebraico fixado ao longo dos séculos por escolas de copistas, chamados Massoretas, que tinham como particularidade um escrúpulo rigoroso na fidelidade da cópia ao original. O trabalho dos massoretas, de cópia e também de vocalização do texto hebraico (que não tem vogais, e que, por esse motivo, ao tornar-se língua morta, necessitou de as indicar por meio de sinais), prolongou-se até ao Século VIII d.C.. Pela grande seriedade deste trabalho, e por ter sido feito ao longo de séculos, o Texto Massorético (sigla TM) é considerado a fonte mais autorizada para o texto hebraico bíblico original.
No entanto, outras versões do Antigo Testamento têm importância, e permitem suprir as deficiências do Texto Massorético. É o caso do Pentateuco Samaritano (os samaritanos eram uma comunidade étnica e religiosa separada dos judeus, que tinham culto e templo próprios, e que só aceitavam como livros sagrados os do Pentateuco), e principalmente a Septuaginta Grega (sigla LXX).

A Versão dos Setenta ou Septuaginta Grega, designa a tradução grega do Antigo Testamento, elaborada entre os séculos IV e II a.C., feita em Alexandria, no Egipto. O seu nome deve-se à lenda que referia ter sido essa tradução um resultado milagroso do trabalho de 70 eruditos judeus, e que pretende exprimir que não só o texto, mas também a tradução, fora inspirada por Deus. A Septuaginta Grega é a mais antiga versão do Antigo Testamento que conhecemos. A sua grande importância provém também do facto de ter sido essa a versão da Bíblia utilizada entre os cristãos, desde o início, e a que é citada na grande parte do Novo Testamento.
Da Septuaginta Grega fazem parte, além da Bíblia Hebraica, os Livros Deuterocanónicos (aceites como canónicos apenas pela Igreja Católica), e alguns escritos apócrifos (não aceites como inspirados por Deus por nenhuma das religiões cristãs ocidentais).
Encontram-se 4 mil manuscritos em grego do Novo Testamento, que apresentam variantes. Diferentemente do Antigo Testamento, não há para o Novo Testamento uma versão a que se possa chamar, por assim dizer, normativa. Há contudo alguns manuscritos mais importantes, pelas sua antiguidade ou credibilidade, e que são o alicerce da Crítica Textual.
Uma outra versão com importância é a chamada Vulgata Latina, ou seja, a tradução latim por São Jerónimo, em 404 d.C., e que foi utilizada durante muitos séculos pelas Igrejas Cristãs do Ocidente como a versão bíblica autorizada.

De acordo com o Scripture Language Report, a Bíblia já foi traduzida para 2 403 línguas diferentes, sendo o livro mais traduzido do mundo.

Uma cópia da Bíblia de Gutenberg, de propriedade do Congresso norte-americano
A Bíblia em português
Os primeiros registros da tradução de trechos da Bíblia para o português remontam ao final do século XIII, por Dom Dinis. Mas a primeira Bíblia completa em língua portuguesa foi publicada somente em 1753, na tradução do pastor João Ferreira de Almeida (1628-1691).
O pastor, missionário e tradutor João Ferreira de Almeida foi o principal tradutor da Bíblia para a língua portuguesa. Ele já conhecia a Vulgata, já que seu tio era padre. Após converter-se ao protestantismo aos 14 anos, Almeida partiu para a Batávia. Aos 16 anos traduziu um resumo dos evangelhos do espanhol para o português, que nunca chegou a ser publicado. Em Malaca traduziu partes do Novo Testamento também do espanhol.

Aos 17, traduziu o Novo Testamento do latim, da versão de Theodore Beza, além de ter se apoiado nas versões italiana, francesa e espanhola.
Aos 35 anos, iniciou a tradução diretamente dos originais, embora seja um mistério como ele aprendeu os idiomas originais. É certo que ele usou como base o Texto Massorético para o Antigo Testamento, o Textus Receptus, editado em 1633 pelos irmãos Elzevir, e alguma tradução da época, como a Reina-Valera. A tradução do Novo Testamento ficou pronta em 1676.
O texto foi enviado para a Holanda para revisão. O processo de revisão durou 5 anos, sendo publicado em 1681, e teve mais de mil erros. A razão é que os revisores holandeses queriam harmonizar a tradução com a versão holandesa publicada em 1637. A Companhia das Índias Orientais ordenou que se recolhesse e destruísse os exemplares defeituosos. Os que foram salvos foram corrigidos e utilizados em igrejas protestantes no Oriente, sendo que um deles está exposto no Museu Britânico. Após sua morte foram detectados 1.119 erros de tradução.

Bibliografia

LIMA, Alessandro. O Cânon Bíblico - A Origem da Lista dos Livros Sagrados. São José dos Campos-SP: Editora COMDEUS, 2007.
PASQUERO, Fedele. O Mundo da Bíblia, Autores Vários. São Paulo: Paulinas, 1986.
ROST, Leonard. Introdução aos Livros Apócrifos e Pseudo-Epígrafos do Antigo Testamento. São Paulo: Paulinas, 1980.


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